January 2nd, 2012

rosas

mission:impossible ghost protocol 3*

A média do ano não vai má: dois dias, dois filmes (pena que amanhã regresso ao trabalho e lá dou cabo da média). Devia era ter trocado e ter ido ver ontem o filme de hoje, porque não há nada como começar o ano com uma coboiada: Missão Impossível - Operação Fantasma, com um realizador de serviço, Brad Bird, que vem da banda desenhada (Ratatuille e The Incredibles no currículo).

Estive durante o filme a pensar nas razões por que gosto da Missão Impossível, e acho que são duas. A primeira tem a ver com a música. Adoro o tema do Lalo Schifrin e o modo como ele é usado nos filmes da série como elemento narrativo, dando um tom, ou uma cor, específica às cenas e sequências, não propriamente de acção, mas aquelas que anunciam a acção e convocam o espectador para o ‘espírito’ da Missão Impossível.

A outra razão é o Tom Cruise. O homem está um cepo, então neste episódio está mesmo uma coisa que chega a ser desagradável. Mas, caramba, tive um crush enorme pelo TC, que começou no dia, na distante primavera de 1984, em que vi um cartaz enorme, com os célebres RayBan Wayfarer, a anunciar o Filme Risky Business num cinema em Tottenham Court Road, e que atingiu o seu máximo quando fez The Color of Money, com o Martin Scorsese.

Ok, então e o Ghost Protocol? Cumpre muito bem, é um thriller eficaz, como se esperaria, com uma nota de humor, com belas cenas de acção, perseguições de automóveis, pancadaria, explosões, cenários internacionais, beldades à chapada. Isto faz lembrar alguma coisa? Mas não nos enganemos: o nome dele é Hunt, Ethan Hunt.