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inventário III - cinema
rosas
innersmile
10 filmes:

- Habemus Papam, Nanni Moretti
- Pina, Wim Wenders
- Super 8, J.J. Abrams
- The Tree of Life, Terrence Malick
- True Grit, Joel e Ethan Coen
- L’Illusioniste, Sylvain Chomet
- A Dangerous Method, David Cronenberg
- Potiche, François Ozon
- Midnight in Paris, W. Allen
- Hereafter, Clint Eastwood

Liga de Honra:

- You Will Meet a Tall Dark Stranger. W. Allen
- Alain Oulman - Com Que Voz, Nicholas Oulman
- Somewhere, Sofia Coppola
- Turnée, Mathiew Amalric
- The Beaver, Jodie Foster
- Gianni e le Donne, Gianni Di Gregorio
- The Ward, John Carpenter
- La Piel Que Habito, Pedro Almodóvar
- The Ides of March, George Clooney
- Source Code, Duncan Jones
- The Help, Tate Taylor
- Contagion, Steven Soderbergh


Os Outros:

Le Concert, Radu Mihaileanu. Chloé, Atom Egoyan. Black Swan, Darren Aronofsky. The King´s Speech, Tom Hooper. The Fighter, David O. Russell. The Adjustment Bureau, George Nolfi. Copacabana, Marc Fitoussi. The Eagle, Kevin MacDonald. Larry Crowne, Tom Hanks. The Way Back, Peter Weir. The Conspirator, Robert Redford. The Rise of The Planet of The Apes, Rupert Wyatt. Cowboys & Aliens, Jon Favreau. Les Biens-Aimés, Christophe Honoré. As Aventuras de Tintin, Steven Spielberg. The Debt, John Madden.

Para além do cinema nas salas, também houve o cinema em casa. Apesar de não me dar muito prazer ver filmes na tv ou no computador, alguns dos melhores filmes que vi este ano foi assim, em pequeno formato.

Aproveitei para ver, ou rever, uma série de filmes do Billy Wilder, que já era e passou a ser mais ainda, um dos meus realizadores preferidos: Buddy Buddy, The Front Page, Irma La Douce, The Private Lives of Sherlock Holmes, Avanti! e One, Two, Three. Este projecto de ver o maior número de filmes possível do Billy Wilder vai continuar, é claro.

O cinema em casa serve também para ver determinados géneros de filmes, que não chegam às salas, pelo menos a Coimbra. Nomeadamente filmes de temática homossexual, ou que tenham alguma coisa a ver com isso. Assim, vi este ano os seguintes filmes:

- An Englishman in New York, Richard Laxton
- Drei, Tom Tyker
- I Am a Camera, Henry Cornelius
- Christopher and his Kind, Geoffrey Sax
- Morrer Com Um Homem, João Pedro Rodrigues
- The Howl, R. Epstein e J. Friedman

Finalmente, foi também em pequeno formato que vi aquele que acho que foi um dos melhores filmes que vi este ano, A Autobiografia de Nicolae Ceausescu, de Andrei Ujica.

dedicatórias
rosas
innersmile


VEIO TUDO DE LONGE

Veio tudo de longe para ser
uma só coisa, nupcial e magnífica.
Caminho e tenda. O mar. Livros. A indizível
matéria da dor. Ternura
cercada e repartida, pouco
a pouco, à mesa rápida
dos lábios, clandestina voz baixa
das mãos juntas. Sobreviventes
de invernos, dúvidas, denúncias.
E o teu sorriso honrado. A oferta
duplicada e vulcânica
dos seios. Esta noite que nos pôs
à prova. Sobre o vento e o repouso
do vento. E a música ainda cheia
de muitos outros quartos. Sim, a importância
do teu rosto: alvo claro deste mês
desmedido que nós somos.

Veio tudo de longe para ser
uma só coisa, sagrada e partilhável.

O banho comum gradual e abundante
dos sentidos. As faces que só tenho
entre o convívio doce dos teus dedos
sempre em férias. E a chave
do desejo. Erecta dureza doadora
do óleo e da viagem
aos lugares da origem
e do êxtase. Resposta
da terra contra a terra.

E a surpresa ensina e desvenda
as partes mais antigas da alegria
dupla, densa, nadadora, nossa.


- Vítor Matos e Sá, COMPANHIA VIOLENTA


Dedico este poema do Victor Matos e Sá, e noite de Coimbra, lá em cima, aos meus amigos Saint-Clair, por ocasião do seu aniversário, e João Roque, para o ajudar a dar sentido à distância.