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tempestade de gelo
rosas
innersmile
O caderno P2 publica, aos Sábados, uma crónica de Paulo Varela Gomes, e que é uma das, e das cada vez mais raras, excelentes prosas que o Público edita. Infelizmente, e ao contrário do que acontece com a grande maioria dos grandes jornais mundiais, a edição on-line do Público ainda restringe o acesso livre a parte da sua edição impressa, e a crónica de PVG é uma dessas a que apenas se pode aceder mediante assinatura. É estúpido, sobretudo para quem, como eu, lê diariamente o jornal em papel.

Na crónica deste Sábado PVG evoca a figura de Mário Miranda, cartoonista, ilustrador e muralista goês, falecido há poucos dias, ligando essa perda ao facto de esta semana passarem cinquenta anos desde a ocupação indiana de Goa, Damão e Diu. Há uma frase lindíssima nesta crónica, que não resisto a transcrever:

"No dia em que Mário morreu pensei que quando tiverem desaparecido todos aqueles que, goeses, portugueses, indianos de várias proveniências, assistiram ou participaram nos acontecimentos de há 50 anos, quando tiverem desaparecido todos os goeses, damanenses ou naturais de Diu que, como Mário Miranda, aprenderam a falar português como língua materna, a 'Índia Portuguesa' e as circunstâncias dramáticas da sua queda, perder-se-ão na impassível tempestade de gelo com que a história varre a vida."