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wausau
rosas
innersmile
Li um post do Gil a malhar no Chris Bangle, que foi durante alguns anos designer da BMW, e fui atrás do nome a pesquisar no Google. Na Wikipedia diz que nasceu em Ohio e que foi criado em Wausau, no Wisconsin.

Lembrei-me de imediato do dia em que fui a Wausau. Foi num feriado do Memorial Day, em 1998 (such a long time ago). Este feriado (federal, ou seja que vigora em todos os Estados Unidos da América) comemora-se na última segunda-feira de Maio e assinala o início do Verão (que termina no feriado do Labour Day, na primeira segunda-feira de Setembro), e normalmente os americanos, pelo menos os do Midwest que conheci, assinalam-no fazendo picnics e barbecues.

A minha amiga M convidou-me para ir com ela, de Eau Claire, onde ambos morávamos, a Wausau para passar o Memorial Day com a família de uma amiga portuguesa, de Mira (from all places), enfermeira, que tinha sido aluna dela de economia. Uma das vantagens do ensino universitário norte-americano é a possibilidade que cada aluno tem de escolher um plano curricular relativamente flexível integrando cadeiras de diferentes interesses e áreas de conhecimento.

Essa rapariga, de cujo nome já não me recordo, conheceu em Lisboa um marine norte-americano que estava colocado na embaixada dos EUA em Portugal. Casaram e ela foi viver para os Estados Unidos com ele. Tinham, se não estou em erro, dois filhos, mas só me lembro vagamente de uma rapariga, adolescente, porque lhe demos boleia no regresso para Eau Claire. Tinham também um cão.

Lembro-me de que estava um magnífico dia de Verão. Saímos cedo de Eau Claire e a viagem para Wausau ainda demorou umas duas horas. Uma paisagem lindíssima, típica do Midwest: muito verde, muitas quintas, muita agricultura, muitos bosques, um espaço imenso que se abria dos dois lados da estrada, horizontes a perder de vista.

A casa era também típica dos bairros residenciais das cidades pequenas, muito aberta e luminosa, uma varanda na frente e um pátio nas traseiras, um relvado amplo à toda a volta, e as casas vizinhas afastadas e separadas por uma sebe de arbustos. Como nos filmes, tal e qual. Na cave ficava o escritório e o espaço onde o dono da casa se entretinha nos seus interesses, e na parede havia um escudo enorme, de metal, com o símbolo da águia e a inscrição da Embaixada em Lisboa dos Estados Unidos da América.

Depois dos hot dogs do almoço, eu, a minha amiga, a dona da casa e o cão fomos passear por um bosque que ficava ao fundo da casa, por caminhos que em certas áreas acompanhavam um ribeiro, e noutras se embrenhavam em densas zonas de árvores. Regressámos a Eau Claire era já de noite. A ideia que me ficou desse dia, e que ainda guardo apesar de já terem passado tantos anos, é a de uma jornada, solarenga e extraordinária, não só noutro país, mas quase noutra vida.