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é como diz o outro
rosas
innersmile
Fui ontem ao Aveirense ver É Como Diz o Outro, um encenação de Tiago Guedes, para textos que Henrique Dias e Frederico Pombares criaram e interpretaram no programa de televisão 5 Para a Meia-Noite. O espectáculo é sobretudo um veículo para a dupla de actores, Bruno Nogueira e Miguel Guilherme. Sobretudo para o Bruno Nogueira, é claro, que por estes dias goza de estatuto de vedeta popular. Esta popularidade faz com que as pessoas percam o sentido crítico qundo escolhem as suas fontes de entretenimento, e foi no mínimo curioso ver na plateia famílias com miúdos muito pequenos a perguntarem aos pais o que é quer dizer ménage à trois ou que lhes explicassem o sketch do pau-feito!

Alguns dos textos são muito bons, outros são apenas medianos. A encenação é simples mas muito bem conseguida, e gostei imenso do cenário e dos adereços. O Miguel Guilherme é um grande actor, se bem que aqui não tenha grandes grandes margens de escape, ao contrário, por exemplo, do que acontecia com a peça feita de sketches dos Monty Python, também com o Bruno Nogueira, e onde o enormíssimo talento do Miguel Guilherme tinha espaço para se mostrar. Aqui a personagem é muito concisa, mas mesmo assim o domínio do seu jogo é sempre muito evidente.

O Bruno Nogueira faz mais uma vez o boneco a que nos tem habituado nas suas prestações televisivas, e sinceramente acho que o seu maior asset é enquanto criador de humor, inteligente e subversivo, que consegue ser destravado sem perder totalmente uma certa subtileza, e não propriamente enquanto actor.

Em suma, foi um espectáculo bem feito, bem encenado e, é claro, bastante divertido.
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the kill bill diary
rosas
innersmile


Comecei a ler o Kill Bill Diary, do David Carradine, no Verão, durante as férias, e tenho pegado nele nos intervalos entre leituras. O título é auto-explicativo, um diário escrito antes, durante e depois da rodagem do filme de Tarantino. Claro que é um livro para 'movie buffs', e o seu interesse esgota-se um bocado na curiosidade de perceber um pouco como as coisas funcionam nos bastidores deste género de produções, e um pouco também em perceber como funciona o 'método Tarantino'.

Apesar de nunca ter sido uma estrela de cinema de primeira grandeza, o David Carradine não só fazia parte de uma família de actores, como foi uma lenda no meio dos filmes série B, sobretudo em filmes de artes marciais e de acção em geral. Percebe-se, por isso, porque é que o Tarantino o foi buscar para o Kill Bill. E parte do interesse do livro tem também a ver com a possibilidade de acompanharmos uma pessoa tão ligada ao cinema e à indústria.