December 8th, 2011

brooklyn

middle-age



"I live alone now and I work hard. And when I am not working I am away. I do not see anyone I have no desire to see. It is easy to screen calls and avoid answering emails, and then they peter out. I love a long day when the night promises nothing more than silence, solitude, music, lamplight, the time broken by maybe half an hour on Gaydar to see if there is anyone new, or even anyone familiar, in the city centre who might stop by for what they call sex with no strings attached.

Viewed in the morning, it often seems a perfect life; once darkness falls it is sometimes sad, but only mildly so. It is easy being middle-aged, needs and appetites reduced to a level where they can be satisfied without much effort or pain or hardship."


- Colm Tóibín, THE EMPTY FAMILY (Penguin)


Sacana do Tóibín. Chega até a ser um bocado embaraçoso um gajo estar a ler um livro e de repente parecer que é de nós que se está a falar. Como diz o meu amigo João, num comentário a uma das entradas anteriores, e ainda a propósito deste livro do Tóibín, "ao ler um livro, andamos sempre, mesmo sem darmos conta, à procura de nós próprios...". É verdade, mas também escusávamos de nos encontrar logo ali, todo esparramado nas primeiras linhas de um conto.