November 7th, 2011

rosas

sono

O fim de semana que passou foi um bocado estranho. Na sexta-feira à tarde fiz uma pequeníssima intervenção cirúrgica para remover um quisto da cabeça. Ok, uma coisa de nada, mas a verdade é que um tipo passa ali uma horita agarrado à cadeira enquanto um bisturi eléctrico deixa um leve cheiro a carne queimada no nosso couro cabeludo. Levei anestesia local, é claro, e estou a tomar antibiótico, e não sei se foi por isso, ou se apenas da tensão, passei o fim de semana com uma moleza brutal, só me apetecia dormir. Entretanto ando a passear com quatro pontos azul turquesa na cabeça, e com uma coceira danada, que, espero, seja sinal de que o buraco está a fechar em condições.

A ida no Sábado ao Porto começou, por isso, com pouca vontade. Mas foi muito bom. Como chegámos cedo (eu e duas amigas), fomos passear para a Miguel Bombarda, que era dia de inauguração, e a rua estava em festa. Foi a segunda vez que fui a uma destas inaugurações colectivas, e acho-as muito divertidas. Além de serem uma boa oportunidade de ver exposições de arte contemporânea, algumas delas bastante estranhas. Jantámos, cedo, na Célia, uma confeitaria-barra-snack bar, mesmo ali na rua. Aproveitei, é claro, para comer uma francesinha.

O concerto, já o disse aqui ontem, foi soberbo. Pois, muito provavelmente digo isto de todos os concertos do Caetano, mas este teve a vantagem de ter a Maria Gadú, que eu adoro. Perdi um concerto dela, no Verão, na Casa da Música, e esta foi a oportunidade para me redimir, mas também para me arrepender mil vezes de não a ter ido ver então. De resto para mim um dos momentos do concerto foi quando a Gadú acedeu a um pedido do público e cantou Altar Particular.

Claro que me deitei tardíssimo, e passei o Domingo a sornar, mas acho que nem estamina para isso tinha...