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the help 4*
rosas
innersmile
Tenho a impressão de que a noite dos Oscars começou este fim de semana, quando fui ver The Help. Realizado por Tate Taylor, o filme tem tudo o que é necessário para a passadeira vermelha: uma realização académica e competente, uma história muito humana, personagens com uma história pessoal capaz de comover, e brilhantes interpretações por parte de um grupo de actores, ou no caso, actrizes extraordinárias. Viola Davis e Octavia Spencer serão obrigatórias candidatas aos Oscars de interpretação. Digo eu, claro. Mas o filme tem dois outros trunfos deliciosos, e que são os regressos ao ecrã da Sissy Spacek e da Mary Steenburgen.

Passado no sul americano dos anos sessenta, The Help traz-nos uma perspectiva curiosa, que é a de como a segregação racial se estava a tornar um absurdo insustentável numa sociedade que, por causa da Segunda Guerra e dos baby boomers, se estava a desenvolver rapidamente. Mais do que um constrangimento político, era essa profunda e insanável contradição entre um país que professava que a democracia era a essência do desenvolvimento e uma segregação rácica que tinha por base exclusiva a tradição e o preconceito (pelo menos nesta fase, um século depois da guerra da secessão americana), que exigia o fim da ignomínia.
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