October 8th, 2011

rosas

a quinta mulher


Mais um romance policial do sueco Henning Mankell, A Quinta Mulher, sempre com o indispensável Kurt Wallander. É o quarto livro de Mankell que eu leio, apesar de ser, se não estou em erro, o sexto da série. Wallander é o meu personagem policiário preferido, e este livro faz mais uma vez jus à densidade da personagem (à sua personalidade, diríamos), numa história muito bem arquitectada, um verdadeiro desafio à imaginação do leitor, mas que tem sempre um fundo social, e mesmo político, relevante.

Um dos aspectos mais interessantes e envolventes dos romances de Mankell, é que nós vamos acompanhando ‘pari passu’ as investigações políciais, os seus avanços e os recuos, as infindáveis reuniões do grupo de inspectores encarregados do caso, com insights quase sempre breves para outros planos narrativos, sejam os dos criminosos ou o da vida pessoal ou familiar de Wallander.

Infelizmente o livro está servido por uma tradução muito má, sem sinais visíveis de revisão de texto. Tão má que complica e atrasa a leitura, pois estamos sempre a tropeçar com frases no limite da legibilidade. Parágrafos confusos, frases com sintaxe incompreensível, e até disparates puros e duros, como um que põe Wallander a fazer uma “aposta de balde” para um caminho da investigação que não deu resultado. É um péssimo serviço que a editora faz aos leitores, mas sobretudo ao próprio autor e à literatura. Apeteceu-me mandar um mail ao Henning Mankell a pedir-lhe para prestar atenção às traduções dos seus livros.