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les bien-aimés 3*
rosas
innersmile
Só tinha visto um filme do Christophe Honoré, e no computador, o que não é a mesma coisa de ver no cinema. Tratava-se de Homme Au Bain, uma fita mais infâme que famosa, por ter como estrela principal o François Sagat, que é uma vedeta do cinema porno gay, e para falar com franqueza não tinha achado grande piada, sobretudo porque me deu seca.

Fui agora ver, nas salas, Les Bien-Aimés, e gostei. Apesar de ter achado que o filme é um bocadinho cabotino, e longo demais, achei graça ao dispositivo narrativo, com o tom de musical, às canções, e a um certo revisitar das regras do melodrama nos últimos 40 ou 50 anos.

O problema é que depois de ver o filme me lembrei de ir ver Les Chansons d’Amour, o filme que Honoré fez em 2007, e que tem óbvios pontos de contacto com esta sua mais recente obra. E postos assim em confronto, percebe-se que Les Chansons d’Amour é um filme espontâneo, apaixonado, que se interessa verdadeiramente pelas suas personagens e pelos seus dramas, enquanto Les Bien-Aimés é um filme demasiado programático, que releva sobretudo das intenções de ‘fazer obra’.

Ainda assim são, na minha opinião, duas horas de bom cinema, com um trio de actrizes muito bom (La Deneuve, a sempre estrepitosa Ludivine Sagnier, e a Chiara Mastroianni, sempre cheia de estilo) e uma aparição no ecrã de Milos Forman interessante pelo ineditismo.
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