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midnight in paris 5*
rosas
innersmile
Ok, é verdade que um tipo vai ver um novo filme do Woody Allen e parece sempre que já viu aquilo, mas também é verdade que se delicia e diverte sempre. Em parte porque Woody Allen é Woody Allen, ou seja, todos sabemos ao que vamos: os filmes são sempre muito bem escritos, muito bem construídos, optimamente fotografados, têm sempre humor, ajudam-nos a pensar um bocadinho na vida, na nossa vida de todos os dias, de uma forma mais ligeira do que séria (apesar de serem sempre filmes muito sérios sobre temas seriíssimos), e depois os actores são sempre muito bons e as actrizes muito bonitas e interessantes.

Midnight in Paris é isto tudo, nesta corrente mais recente do cinema de Woody Allen que cria histórias para cidades europeias, tentando de algum modo que essas histórias apanhem o ar da cidade. O filme abre com uma sequência de puro deleite parisiense, entre o bilhete postal e a descoberta dos lugares anónimos, que acompanha um dia inteiro na cidade até serem horas de começar a função (sim, até ser midnight in Paris).

Uma das coisas que marca o filme, além do olhar muito óbvio sobre a cidade (mais óbvio, por exemplo, do que os olhares sobre Londres ou Barcelona nos filmes que Allen fez para essas cidades), é o facto de convocar uma série de personagens históricas muito ligadas à vida mundana e cultural de Paris, sobretudo da paris dos expatriados ‘américains’. É verdade que na maior parte dos casos não passam de caricaturas, mas são caricaturas generosas e divertidas, que ainda por cima propiciam aos actores fazerem um boneco engraçado.
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