September 12th, 2011

rosas

não contes a ninguém



O Harlan Coben , ou mais propriamente o seu livro Não Contes A Ninguém, foi responsável por eu ter passado a semana passada a dormir pouco. É um daqueles thrillers muito intrigantes, em que durante a maior parte do tempo estamos perdidos na história, cheia de volte-faces e reviravoltas, com acção q.b., mas super coerente e condensado, com uma gestão ao milímetro das pistas que se vão revelando ao leitor. O que eu gosto neste tipo de policiais é que praticamente desde o princípio os dados da narrativa estão lançados, não há revelações escondidas que aparecem à última da hora para resolver tudo.

Desde, sei lá, o primeiro terço do livro que as coisas estão definidas, sabemos bem qual é o problema, quem são os protagonistas, o que é que está em causa, mas não fazemos a mínima ideia de como é que as peças se encaixam para haver uma explicação com sentido. E esta só surge mesmo no último capítulo, mesmo mesmo no finzinho, por isso vale a pena não ir espreitar e deixarmo-nos conduzir pelo poder da narrativa. Essa curiosidade irresistível, e o velho truque dos capítulos curtos, fazem com que seja quase impossível pousar o livro.