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vantagem competitiva
rosas
innersmile


Aparentemente nada distingue estes dois atletas, que integraram uma das equipas sul-africanas que disputaram as qualificações de uma prova de estafetas nos recentes campeonatos mundiais de atletismo, que se disputaram na Coreia do Sul.

Mas há uma diferença significativa entre eles: Oscar Pistorius, o atleta que, de frente para a câmara, se prepara para passar o testemunho ao colega, não tem pernas. Corre com a ajuda de duas próteses e é um dos corredores mais rápidos da sua especialidade (é um velocista, 100, 200 e 400 metros), não apenas no seu país mas em todo o mundo, ou não estivesse a disputar os campeonatos mundiais, tendo falhado, por pouco, as qualificações para os Jogos Olímpicos de Pequim, e tendo já, se não estou em erro, assegurado a sua participação na próxima edição dos jogos, em Londres, em 2012.

As duas pernas de Pistorius foram amputadas antes de ele perfazer um ano de idade. Sempre foi um praticante de vários desportos, e foi uma lesão num joelho, quando praticava râguebi, que o fixou no atletismo. Medalhado nos jogos paraolimpicos de Atenas, venceu a medalha de ouros nas três modalidades em que competiu, nos jogos de Pequim.

As próteses de Pistorius são feitas de uma liga de carbono, e mereceram-lhe a alcunha de Blade Runner. Em 2008 um dos organismos mundiais que superintende as federações de atletismo proibiu Pistorius de participar nas competições por si organizadas, entre elas os jogos olímpicos, por achar que a utilização das próteses lhe davam uma vantagem acrescida em relação aos seus competidores. E é aqui o ponto a que eu queria chegar. A ironia fantástica de um tipo sem pernas ser proibido de correr contra tipos com pernas porque o facto de não ter pernas lhe conferia uma vantagem competitiva.

Felizmente essa proibição foi levantada e graças a isso podemos ver fotografias como esta. Olhar para ela e ver dois atletas que aparentemente nada distingue entre eles.

(a foto foi tirada da net)
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