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De volta.

Oito dias na ilha canarinha de Fuerteventura. Praia, praia e mais praia. Uma das melhores praias onde estive nos últimos temos, Costa Calma. Longos, longuíssimos banhos de mar (duas horas certas foi o recorde, duas horas sem sair da água), e horas de leitura à sombra, perto da piscina.

De resto, conheci pouco da ilha, apenas uma volta por alguns dos pontos principais, e algumas paisagens de cortar a respiração.

Gostei menos de Fuerteventura do que tinha gostado de Lanzarote. Mas sou absoluto fã das Ilhas Canárias, pelo menos das duas que conheço. Sou irresistivelmente atraído por aquele despojamento, pela ausência de sombras, pela proximidade, mais emocional do que geográfica, do deserto, pela ancestral memória dos vulcões, mas sobretudo pela rarescência, por uma paisagem reduzida ao osso, à secura do que é primordial.

Os canarinhos foram inteligentes: limitaram o turismo a zonas bem demarcadas, onde há de tudo o que o turista precisa para se esquecer da sua vida aborrecida, enquanto se aborrece entre escaldões e cocktails tudo incluído. Era impossível não aproveitar o sol e o mar. Mas tudo o resto, fora dessas regiões demarcadas, permanece intacto: a terra, a memória, a geografia, a arquitectura, a gente.


















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