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the rise of the planet of the apes 3*
rosas
innersmile
Tenho a impressão de que The Rise of The Planet of The Apes interessará sobretudo aos cinéfilos em geral e aos fãs da série em particular. Quer dizer, é claro que, tratando-se de um filme de ficção científica com acção q.b., interessará a mais públicos, mas parece-me que haverá pessoas que se divertirão mais do que outras com esta tentativa de criar uma nova série de filmes sobre o Planeta dos Macacos, pegando na história desde o início, ou seja criando um ponto de partida para o domínio dos nossos primos primatas sobre os homens e a sua conquista da terra.

Apesar do argumento um bocadinho simplista, o filme está bem feito, a narrativa é convincente, e tem a habilidade de conseguir fazer de Caesar, o líder dos primatas, uma verdadeira personagem. De resto é sempre ele o verdadeiro protagonista da história, que praticamente não o larga, em detrimento dos humanos. Para além de criar pistas para futuras sequelas, o filme estabelece ainda pontes para os filmes antigos do Planeta dos Macacos, nomeadamente para o filme com o Charleton Heston que deu origem à série (por exemplo, através das referências à primeira missão espacial a Marte, que vamos acompanhando de maneira quase incidental, através das notícias da tv e da capa dos jornais).

Apesar de eu não ser propriamente um die-hard fã dos filmes do Planeta dos Macacos (foram uns cinco, mais as séries de tv, e mais o remake do Tim Burton), reconheço-lhe potencial de entretenimento, para além daquele factor de reconhecimento que sempre acontece com estas histórias que, de certo modo, nos acompanham ao longo de toda a vida, ou pelo menos de vários momentos. A fama do filme original da série precedeu a minha cinefilia, e já só o vi em televisão. Apesar de reconhecer que se trata de um filme falhado, não deixo de apreciar o filme que o Tim Burton fez. Esta nova vida do Planeta dos macacos, realizado por Rupert Wyatt, não sendo um filme extraordinário (dentro do género, é óbvio), ombreia bem com essa tradição do cinema de aventuras.
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non serve a niente fuggire
rosas
innersmile
Vou estar uns dias fora e, espero eu, longe de computadores. Enquanto não volto, fica aí um clip que fiz com fotografias que fui tirando este ano, entre Abril e Agosto. A música é do António Carlos Jobim, Wave, que em italiano leva ainda o subtítulo de Come Fa Un'Onda. A voz, única, belíssima, e já em tom de despedida, é do Renato Russo.

Volto já.



«Niente di ciò che verrà domani
Sará com'è già stato ieri
Tutto passa tutto sempre passerà
La vita, come un'onda come il mare
In un va e viene infinito
Quel che poi vedremo è
Diverso da ciò che abbiamo visto ieri
Tutto cambia, il tempo tutto nel mondo
Non serve a niente fuggire
Nè mentire a se stesso
Amore, se hai ancora un posto nel cuore
Mi ci tuffo dentro
Come fa un'onda del mare»