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o executor
rosas
innersmile

Comecei a ler O Executor, de Lars Kepler, no domingo, por volta das quatro da tarde, depois de me instalar à beira da piscina do Palace Hotel de Monte Real. Terminei ontem, por volta das sete, de novo junto à piscina. Pelo meio, além de despachar as 524 páginas do livro, ainda arranjei um escaldão.

Acho que este ainda é melhor do que o anterior livro da dupla de escritores suecos responsável pelo pseudónimo, O Hipnotista. Talvez porque a história tenha um fundo social e político muito destacado. Mas o mérito é sobretudo da escrita alucinante, do ritmo imparável da narrativa, da maneira como as pistas se vão sucedendo, sempre abrindo novos caminhos na narrativa, mas sem nunca perder de vista o objectivo principal.

O herói desta história volta a ser Joona Lina, tal como acontecia no livro anterior. Joona é um óptimo personagem de literatura policial, apesar de não ter a espessura de Kurt Wallander, dos livros de Henning Mankell, que é o meu personagem policial preferido. O Wallander é um personagem tão bem construído, e tão verosímil, que mesmo quando não estou a ler nenhum livro do Mankell acredito piamente que ele existe, e recordo-o sempre como se se tratasse de uma verdadeira pessoa, e não de um personagem de romance.

E pronto, não há muito mais a dizer acerca do livro de Kepler. Devia de haver uma espécie de pacto entre os leitores de livros policiais, sobretudo de thrillers que se suportam muito no suspense, para nunca revelar pormenores dos livros, pois o factor surpresa é muito importante. Assim, e em respeito a esse princípio, a única coisa que se pode dizer é que, agora que o livro está lido, esperemos que o Lars Kepler se despache a escrever outro.