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larry crowne 3*
rosas
innersmile
Fui ver no fim de semana o filme Larry Crowne, com o Tom Hanks e a Julia Roberts. O Tom Hanks também realizou, este é, acho eu, o segundo filme que realiza, mas o outro, That Thing You Do já foi há muito tempo, e como só o vi em dvd já não me lembro muito bem.

Eu gosto muito do Tom Hanks porque acho que ele tem uma certa qualidade antiga, uma quase elegância que lhe vem de ser um actor que trabalha mais com a cabeça do que com o corpo. Não é um daqueles actores físicos (apesar do Forrest Gump), que quase se transformam em nome do papel. Mas a forma de aproximação do Tom Hanks às personagens, quase como se as pegasse ao colo e as transportasse, tem qualquer coisa de James Stewart, que é, para todos os efeitos, o paradigma de um certo actor do cinema clássico de Hollywood.

ESte Larry Crowne poderá não ser um prodígio de realização, mas é uma comédia bem escrita, simpática e muito divertida. O argumento é do próprio Hanks em parceria com a Nia Vardalos, uma comediante de quem vi dois filmes, My Big Fat Greek Wedding e Connie And Carla. E como é um ‘feel good movie’, até lhe perdoamos um certo facilitismo nas soluções que o próprio argumento vai criando.
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íntimo rumor
rosas
innersmile


«É tão fundo o silêncio entre as estrelas.
Nem o som da palavra se propaga,
Nem o canto das aves milagrosas.
Mas, lá, entre as estrelas, onde somos
Um astro recriado, é que se ouve
O íntimo rumor que abre as rosas.»


- José Saramago, PROVAVELMENTE ALEGRIA, 1970



«Não vale a pena, e desviou o olhar para a rosa branca, tão perto dela está que pode ver-lhe o coração suavíssimo, e, porque palavra puxa palavra, lembra-se de um verso que em tempos revira, um que falava do íntimo rumor que abre as rosas, pareceu-lhe este um formoso dizer, venturas que podem acontecer até a poetas medíocres, O íntimo rumor que abre as rosas, repetiu consigo mesmo, e ouviu, ainda que não se acredite, o roçar inefável das pétalas, ou teria sido o roçar da manga contra a curva do seio, meu Deus, tende piedade dos homens que vivem de imaginar.»

- José Saramago, HISTÓRIA DO CERCO DE LISBOA, 1989