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beber, jogar, f*der
rosas
innersmile

Aqui há uns tempos vi nos cinemas um filme realizado pelo criador da série Glee, com a Julia Roberts na protagonista, e que se chamava Comer, Orar, Amar. O filme era baseado num best-seller, e era tão fraquinho e aborrecido, que eu, no gozo, chamava-lhe Comer, Cagar, Foder. Pois bem, li há dias um livro de um autor norte-americano que pretende gozar com o tal best-seller em que se baseou o filme da Julia, e que se intitula precisamente Beber, Jogar, F*der (pois, não é por pudor que ponho o asterisco, o título do livro é mesmo assim).

O livro tem uma característica especial, que é a de pretender ser uma história de sucesso de alguém que decide ultrapassar a dor e a humilhação da traição amorosa através de uma entrega como se não houvesse amanhã aos típicos, e muito vilipendiados, vícios hedonistas masculinos. Há logo aqui uma ironia deliciosa. Estamos sempre à espera que o nosso herói resvale para a degradação mais abjecta, mas o ponto é que ele sai sempre por cima, e no fim, como nas histórias que o livro goza, encontra o verdadeiro amor.

Não se trata obviamente de uma obra-prima, mas é um livro muito divertido, que se lê com facilidade durante um fim de semana mais tranquilo. Sem chegar a ser machista, ou pelo menos misógino, o livro assenta bem na mentalidade tipicamente masculina (aquela que leva sempre os homens a deixar a tampa da sanita levantada e a perderam a tampa do tubo de pasta de dentes). E devo dizer que foi a primeira vez que um livro me faz sentir vontade de entrar num casino de Las Vegas. No Bellagio, por exemplo.