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the national
rosas
innersmile
Gostei muito do concerto dos The National, ontem, no Campo Pequeno, em Lisboa. Acho que a banda está naquele momento perfeito em que são verdadeiramente do tamanho do mundo: nem à procura de o conquistar, nem a achar que são maiores do que ele. A energia, a entrega, os riffs das guitarras, a reacção do público, tudo a bater certo. É difícil falar em momentos altos do concerto, mas acho que é impossível ouvir a Terrible Love sem me apetecer levantar e esticar o corpo para a frente, e, é claro, o final, com a Vanderlyle Crybaby Geeks a ser cantado sem amplificação, também foi daqueles momentos especialíssimos.

Dito isto, acho que desde ontem estou oficialmente 'too old to rock and roll' (porém 'too young to die'). Acho que fico um bocado imune, do ponto de vista emocional, à reverberação, e cansa-me um bocado o folclore. Não me sinto ligado à corrente, e isso é fatal num concerto de rock. Noutro tipo de concertos, sinto que o músico está a comunicar só para mim, num concerto como o de ontem sinto-me sempre um pouco alien, um pouco intruso. Para além de que o Campo Pequeno, sendo uma casa engraçada para assistir a concertos (tem o tamanho e o feitio perfeitos), é uma sauna, e, nas bancadas, uma sauna-kit, em que mal temos espaço para estar, quanto mais para nos movimentarmos.

Agora bom mesmo foi o grupo de pessoas com quem fui ao concerto. Alguns amigos que não via há muitos anos, e outros que são aqueles que fazem parte da família que escolhemos.
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