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o livro
rosas
innersmile


Ora cá estou eu a ler (mentira, estava só a segurar o livro, a fingir que o estava a ler) o livro que fiz no Bubok.pt, um site de self-publishing. Não foi o primeiro que me veio parar às mãos, esse foi o que o Bruno comprou e mandou remeter para a minha direcção para eu o assinar e lho enviar (foi há pouco para o correio, Bruno).

É óbvio que eu tenho a noção das proporções e sei que um livro feito num site de auto-edição não é propriamente a mesma coisa que ter um livro publicado pela Knopf, pela Bloomsbury ou mesmo, vá lá, pela Leya. Mas mesmo assim dá-me gozo que as pessoas o leiam, mesmo que seja porque fazem downloads gratuitos do ficheiro. E aprendi uma coisa, e aprendi-o no exacto momento em que li um post que a Isabella fez sobre o livro: é que quem faz um livro, quem lhe dá esse estatuto, não é quem o escreve e muito menos quem o edita, mas sim quem o lê. Quando quem o lê pega nele e diz que 'isto é um livro', é isso que ele passa a ser.

Nestes oito dias em que o livro está disponível lá no site da Bubok, foram vendidos nove exemplares: eu comprei dois, e acho que sei quem comprou os restantes. E isso enche-me de gratidão. Mas além disso, foram feitos oitenta e quatro downloads do ficheiro, o que, como se calcula, ultrapassa muito o universo de pessoas que eu acho que eram capazes, por interesse ou mera curiosidade, de querer ler aqueles textos. E houve uma pessoa, que eu não conheço de lado nenhum, que deixou um comentário no site a dizer que tinha gostado muito do livro. E isto, isto tudo, enche-me de orgulho.

A verdade é que, aos poucos, aquilo que até agora não passava de um conjunto de textos, se vai transformando, aos meus olhos, num livro.