February 21st, 2011

rosas

a biblioteca da morte



Li num instantinho A Biblioteca dos Mortos, de Glenn Cooper, um policial norte-americano que me ofereceram nos anos (este ano recebi 3 livros de presente de aniversário, o que é interessante porque é raro oferecerem-me livros; um deles tive de o trocar porque já o tinha). A intriga está bem urdida, apesar de eu, sensivelmente a meio, a ter descodificado, o que estraga sempre um bocadinho do prazer de ler este tipo de livros. Mas a narrativa está bem construída e, através dos recursos e dos truques que são mais ou menos habituais neste género de livros, consegue manter o leitor interessado até ao fim. Há uma sequência de perto de 100 páginas, já perto do fim, e que cobre a acção em três ou quatro dias seguidos, que está muito bem conseguida, e através da qual vamos seguindo três linhas paralelas de desenvolvimento da história, e em que saltamos de uma para outra a um ritmo alucinante, quase de parágrafo para parágrafo. O que, por outro lado, mostra como estes livros são já escritos a pensar nas respectivas versões cinematográficas. Ou isso ou (o que é quase a mesma coisa) então são escritos a pensar em leitores que são muito devedores das narrativas do cinema americano, em que tudo funciona por imagens que remetem directamente para filmes, ou melhor para maneiras de contar histórias em cinema que conseguimos reconhecer e identificar. Seja como for, sabe sempre bem ler estes policiais, são uma boa e divertida forma de entretenimento. E como sei quem tem e me pode emrestar, acho que em breve vou ler o segundo livro desta série.

Sem querer revelar muito do conteúdo do livro, a história passa-se em três planos temporais: em plena Idade Média, na ilha de Wright (ou Vectis), onde os monges de um mosteiro descobrem uma criança prodigiosa; no final da Segunda Grande quando um grupo de arqueólogos a trabalhar nas ruínas de um convento encontram uma cripta enigmática; e na actualidade, quando um agente especial do FBI reencontra um antigo colega de faculdade que tem um emprego ultra-secreto numa base do governo instalada no subsolo do deserto do Nevada.
rosas

nobody v.2

Juntei mais umas fotos da orquídea e pus no YouTube, onde sempre tem mais on-line space. Temos assim a versão v.2 de Nobody (no guidance song), uma canção soberba do Nobody's Bizness que vem no disco da banda It's Everybody's Bizness Now.