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rigoletto + true grit 5*
rosas
innersmile
Ontem à noite fui ao TAGV ver o Rigoletto, a ópera de Verdi, numa produção da Ópera Nacional da Moldávia, que já tinha passado há uns dois anos por Coimbra, com a Traviata. E foi, tanto quanto me lembro, a segunda vez que o Rigoletto passou pelo TAGV, sempre trazido pela itinerância destas companhias de ópera que se mantêm em actividade nos países que ficaram da antiga União Soviética. Não é the best crop? Talvez não seja, mas são espectáculos bem feitos, bem cantados e muito bem tocados (sim, sempre com orquestra ao vivo, e que bem esta tocou, dirigida por Giovan Battista d'Asta), e sobretudo são oportunidades fantásticas de ver ópera ao vivo, a preços razoáveis, ainda por cima nos palcos das nossas terras. Nicolau Bantea, no Duque de Mântua, era fraquinho, e gostei de Maria Tonina na Gilda. Mas o melhor em palco foi sem dúvida o barítono Vladimir Dragos. Aliás como já tinha acontecido com a Traviata, feita pelos mesmos cantores.

Esta noite fui ver True Grit, o mais recente western dos irmãos Joel e Ethan Coen (escapou-me o anterior filme da dupla, A Serious Man, não percebi que tenha passado por Coimbra). Os filmes dos Coen sempre foram muita arquitectura, revisitações de géneros milimetricamente encenadas, e essa perfeição nalguns casos foi até um pouco irritante. Mas com o tempo os Coen tornaram-se verdadeiros mestres, e conseguem actualmente fazer filmes que são irrepreensíveis do ponto de vista da narrativa, mas que têm igualmente a capacidade de nos arrebatar e emocionar. True Grit está entre os filmes que mais gostei dos Coen, ainda que não tenha a frieza irónica de Este País Não É Para Velhos, a matéria de culto de The Big Lebowski ou a candura cruel de Fargo. Três interpretações espectaculares, de Matt Damon, de Hailee Steinfeld e sobretudo de Jeff Bridges, que se tornou num daqueles actores que projectam para a tela qualquer coisa de mítico, como se fossem de facto maiores do que a vida.
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