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the king's specch 3* + black swan 3*
rosas
innersmile
Dois filmes no fim de semana, e ainda ficou um por ver. Quando nos aproximamos dos Oscars é sempre esta lufa-lufa, com as estreias em catadupa (ou em catadupla, como dizia, a sério, uma colega minha) dos filmes nomeados.

É difícil não gostar de The King's Speech, O Discurso do Rei, um dos campeões das nomeações aos Oscars. É um daqueles exercícios à inglesa, escorreito, muito académico, que parecem fazer a síntese entre a eficácia do texto teatral e a simplicidade da narrativa televisiva. O filme vive, como tem sido referido, de duas interpretações absolutamente estrelares, do Colin Firth e do Geoffrey Rush. Mas a Helena Bonham Carter está igualmente excelente, e o filme traz-nos ainda o Dereck Jacobi, um actor na grande tradição do teatro inglês, e que ainda há pouco apareceu no filme Hereatfter, do C. Eastwood.

Se bem que o que mais interessa ao filme seja a natureza ("inspiradora", por assim dizer) da relação que liga o rei ao seu terapeuta da fala, o filme não deixa de ser interessante igualmente pelo próprio contexto histórico abordado, ou seja, o da monarquia inglesa no período entre as guerras. Ainda que isso seja importante do ponto de vista da história que o filme quer entregar, não deixa de ser significativo o retrato altamente desfavorável de Eduardo VIII, o rei que abdicou, depois de um curto mandato de menos de um ano, para poder casar com uma norte-americana divorciada, e que é acusado de ter simpatias pró-germânicas, quando a Europa já se estava a preparar para a guerra contra os nazis. Estes filmes com um contexto histórico muito marcado, e para mais neste caso em que a história é recente e os protagonistas são do nosso tempo (a filha mais velha de Jorge VI é a actual rainha de Inglaterra), têm sempre esse bónus que é a encenação de acontecimentos que apenas conhecemos pela leitura.

O outro filme que vi foi o Black Swan, o mais recente filme dirigido por Darren Aronofsky, o realizador do celebrado The Wrestler. O filme está bem feito, com um domínio da narrativa muito seguro e muito marcado, não é, como em The King's Speech, um filme neutro do ponto de vista da maneira como conta a história. Mas esta história de uma bailarina cuja obsessão com a perfeição técnica se revela auto-destruidora, não me convenceu muito. Lembrei-me muito de A Pianista, com a magnífica Isabelle Huppert, mas em versão adocicada, sem a visceralidade e a radicalidade do filme de Michael Haneke. Aborreceu-me um pouco aquele freudianismo um pouco simplista, com a figura da mãe castradora e os obsessivos padrões de auto-exigência. Claro que o filme vive muito da ambiguidade de não sabermos muito bem se o que vemos é o que se passa mesmo na realidade ou se tudo não passa da imaginação auto-destruidora da personagem principal, mas nunca senti que o conflito daí resultante fosse suficientemente empolgante.

Claro que a Natalie Portman tem um desempenho muito bom, tal como foi bom rever três outros actores que são mais raros recentemente, a Winona Ryder, o Vincent Cassel, e sobretudo a extraordinária Barbara Hershey. As sequências de dança estão muito bem filmadas, acho que nunca tinha visto um filme que o ballet, e estamos a falar do ballet clássico, tivesse esta pujança e este vigor, longe daquela imagem mais suave e graciosa tradicionalmente ligada ao ballet. Outro aspecto interessante do filme foi o modo como utilizou a música de Thaikovsky, de novo afastando-se de um padrão mais romântico para dar cores mais fortes e dramáticas.

Para além destes filmes, ficaram, como disse, outros por ver. Tal como tenho filmes em casa para ver, livros para ler (de repente começaram a amontoar-se os livros em espera), dvds com concertos e até discos novos. Precisava mesmo de uma semaninha de férias, tipo manhãs passadas no café da livraria e tardes de sofá, para poder pôr a escrita em dia. Sim, essa também, anda-me a apetecer escrever aqui, mas não tenho tido tempo para isso.
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now every february you'll be my valentine
rosas
innersmile
Ah, uma glee-entry que é ao mesmo tempo uma be-my-valentine para o dia dos namorados. Esta cena passou no episódio de ontem e é uma das razões porque já decidi que vou comprar o dvd com a segunda temporada da Glee.



Mas há mais razões. Esta, por exemplo.



Claro que ver a Paltrow num episódio da Glee (ainda não passou cá este episódio) já é qualquer coisa, quanto mais a cantar esta canção do Cee Lo Green. Passei grande parte dos últimos meses a ouvir esta canção no meu carro, não esta, claro, mas a versão original do Cee Lo. É daquelas canções incendiárias, e tem um clip espectacular, aliás como todos os dos Gnarls Barkley. E, pronto!, temos dose tripla de clip.

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