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assassino sem rosto
rosas
innersmile


Ontem de manhã acordei, como é habitual, muito cedo. Peguei, sem sair da cama, no livro que estava a ler mas uns minutos depois decidi antes começar um livro que me emprestaram. Não gosto muito de ter livros emprestados cá em casa durante muito tempo, por isso estou sempre desejoso de os ler para os poder devolver. Comecei então a ler Assassino Sem Rosto, mais uma aventura de Kurt Wallander, o detective da polícia sueca criado por Henning Mankell, pouco passava das 9 da manhã. Às dez e tal, já passada a página 50 (de um total de 255), pousei o livro e fui à minha vida. Voltei a pegar-lhe por volta das cinco da tarde. E, tirando paragens breves para reencher a caneca de chá, para mudar de música no computador (e já agora para dizer uns disparates no facebook), e para comer uma sandes (adoro as baquetes rústicas do SuperCor, aliás sou fã do supermercado do Corte Inglês), só o voltei a pousar já perto da uma e meia da manhã, quando cheguei ao fim. Há muito que não me acontecia uma destas, ler um livro inteiro mum único dia, aliás a maior parte dele apenas de um fôlego só.

Assassino Sem Rosto é, se não estou em erro, o primeiro livro da série. O que significa que já li os primeiros três, ainda que pela ordem inversa à que foram publicados (e suponho que escritos). Gostei bastante da trama da história, aliás se assim não fosse não o tinha lido todo de seguida. É o livro que estabelece a personagem de Kurt Wallander, mas neste aspecto, para ser franco, gostei mais do desenho dos outros livros, acho que aqui a personagem ainda está um bcadinho caricatural. Mas só um bocadinho, uma coisinha de nada. Como sempre, ou pelo menos como acontece nos outros dois livros que li, personagem e atmosfera são os grandes componentes do romance. Isso, é claro, e uma escrita escorreita, que pega em nós ao colo e nos leva, quase sem pousar os pés no chão, ao longo das páginas, sobretudo naqueles trechos em que acontecem mais coisas e mais rapidamente.

Depois de três livros lidos, e do tour de force que foi a leitura deste, acho que já devo qualificar como fã oficial do Kurt Wallander.