December 5th, 2010

rosas

os cães de riga



Li em quatro dias, dois dos quais foram working days, mais um livro de Henning Mankell, Os Cães de Riga, mais uma aventura do inspector Kurt Wallander. É, se não estou em erro, o segundo da série (A Leoa Branca, que li anteriormente, é o terceiro), e o fundo da história é a transformação dos países bálticos, que pertenciam à União Soviética, na altura do desmoronar do bloco comunista. A maior parte do romance passa-se, como o título indica, em Riga, a capital da Letónia, e Mankell prova mais uma vez ser um mestre a criar ambientes e atmosferas: nos momentos mais altos, a narrativa é sufocante de vigilância e mentira, a desorientação experimentada por Wallander é transmitida ao leitor com grande eficácia. Além disso o livro confirma a força da personagem de Wallander como motor da série. É um herói tão bem desenhado, tão credível, que parte do gozo da leitura passa apenas pela possibilidade de o acompanhar, de ver como funciona, de ficar a conhecer as suas fragilidades. E é neste livro que aparece Baipa Liepa, que é a co-protagonista, e que, pelo menos em A Leoa Branca, volta a aparecer como o interesse romântico de Wallander.