December 2nd, 2010

rosas

bancarrota

Quando o despertador tocou hoje às sete eu estava profundamente imerso num sonho. São os meus piores despertares, fico ali uns segundos completamente sem saber de que terra sou, quanto mais quem sou e o que estou ali (ali, é: na vida) a fazer. A vantagem é que normalmente lembro-me do que estou a sonhar. A maior parte das vezes esqueço-me ao fim de poucos minutos, mas há ocasiões em que me me fico a lembrar do sonho. Como hoje. Não faço ideia de qual era o tema do sonho, mas era como se fosse uma imensa máquina agrícola que movimentava o terreno com umas enormes pás. No meu sonho eu via a realidade em corte lateral, ou seja via a máquina por dentro, mas via também em corte lateral toda a paisagem do sonho. Tinha tudo um aspecto muito gráfico, como se fosse um diagrama, ou mesmo um desenho, mas era muito real, ou seja, mesmo que fosse desenhada, não deixava de ser a realiadade propriamente dita.

Então a máquina remexia o terreno fazendo com que as porções de terra, que tinha um aspecto empacotado, como se fosse uma enfardadeira, que em vez de fardos produzia blocos de terra. Os blocos enrolavam de fora para dentro e á medida que o solo ia sendo remexido a nívies mais profundos os blocos mais recentes iam enterrando os mais antigos a maior profundidade. Entretanto, nao sei se era a própria máquina, ou se caíam de um sítio qualquer, mas havia enormes pedregulhos de ouro que se íam misturando nos blocos de terra e que íam sendo enterrados pelos novos blocos. Lembro-me de no sonho eu estar a constatar que os pedregulhos de ouro estavam a ser tapados com os blocos de terra, mas não me lembro de experimentar qualquer sentimento em relação ao assunto, nem de ansiedade por o ouro estar a desaparecer, nem de apaziguamento por ele estar a ser enterrado em segurança.

Tenho pensado muito no sonho e em que raio de informação é que o meu sub-consciente estaria a processar. Apesar de achar pouco plausível e principalmente nada interessante ou glamoroso, a única explicação que consigo perceber, é de estar preocupado com a crise do euro, com a crise financeira, com a austeridade, e com as dificuldades económicas que se perfilam no próximo ano. Porque a verdade é que ontem ao jantar estive a analisar a situação financeira da família (que, dentro do sentido das proporções, já conheceu melhores dias) e atentar explicar esta crise financeira à minha mãe. Queres ver que agora, além de não dever beber chá à noite, também não devo falar em dinheiro!?