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the divine comedy
rosas
innersmile
Divertido, animado e até um pouco desconcertante o concerto dos The Divine Comedy ontem no teatro Aveirense, ou melhor Neil Hannon plays The Divine Comedy, já que o músico e compositor se apresentou a solo, quase sempre ao piano mas em 4 canções com guitarra acústica. Neil entrou no palco vestido à tradicional gentleman inglês, citando a capa de Bang Goes The Knighthood, a que não faltava o proverbial chapéu de coco e um cachimbo retorcido, e de copo de vinho tinto na mão, que foi bebendo ao longo de todo o concerto. Visitou canções clássicas do repertório dos TDC, e tocou alguns temas do últmo cd. Não tocou o tema título, mas eu acho que ele o estava a guardar para um segundo encore, que o público estranhamente não pediu. Pelo meio das canções, enganou-se, trocou as notas, trocou as letras, improvisou finais, disse muitas piadas e alguns impropérios, brincou com o público. Estava divertido mas, para falar com franqueza, pareceu-me relativamente pouco motivado e até um pouco trapalhão. Mas também podia ser do vinho tinto.

Claro que não ficou por provar o enorme talento de compositor de Hannon, e o meu momento favorito foi quando ele tocou, com a guitarra, a minha música preferida dos TDC, Lady of A Certain Age, do disco Victory for The Comic Muse. Fiquei contente porque inda fui capaz de acompanhar a letra toda da canção, apesar de a não ouvir há muito tempo. Mas para além de a ter ouvido muitas vezes, durante muito tempo era a canção que eu tocava no meu mp3 mental enquanto estava a dar braçadas na piscina: entreteia-me para ajudar a passar o tempo, e ajudava-me a ganhar ritmo, que é a coisa mais importante quando se nada, para não cansar.

Para além do concerto aproveitei a ida a Aveiro para ir jantar ao Mamma Roma, e comi um belo dum risoto com cogumelos e, claro, matei saudades dos profiteroles. Apesar de já não ter a aura gastronómica que tinha no tempo do Alan, continua a ser um restaurante muito recomendado.
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