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ainda josé e pilar. exortação
rosas
innersmile
Acabei de ver no blog Bibliotecário de Babel a transcrição de um mail de Miguel Gonçalves Mendes, apelando a que as pessoas vão ver o seu filme José e Pilar (link), sendo importante que o façam nesta primeira semana de exibição, para que o filme não seja retirado das salas. Fiquei particularmente embaraçado pelo facto de o e-mail referir que Coimbra é das cidades onde o filme está em cartaz que tem feito piores resultados.

Há coisas que não percebo, ou que me custam a aceitar. O filme de Gonçalves Mendes é belíssimo, ele é um realizador premiado, o seu filme anterior, Autografia, dedicado a Mário Cesariny, foi muito elogiado e é já um objecto de culto. O filme tem tido uma campanha de divulgação razoável, para o que contribui o facto de ter sido co-produzido pela Sic. De resto, televisões e jornais destacaram o filme, a propósito da sua estreia. E para se poder aquilatar de que não estamos a falar de um objecto irrelevante, importa se calhar referir que outra das co-produtoras do filme é a El Deseo, a produtora de Pedro Almodóvar e do seu irmão. Além disso Saramago é dos mais populares dos nossos escritores, um verdadeiro best-seller, sendo expectável que, também por isso, as pessoas tivessem curiosidade em ver o filme. Mas sobretudo trata-se de um filme belo. Belo mesmo, belíssimo. E esta constitui uma oportunidade de o ver nas salas, ver um documentário, que é um género de popularidade crescente, no ecrã grande do cinema.

Por todas estas razões custa-me perceber, e aceitar, as razões porque o público abandona o filme. E para falar com franqueza, prefiro nem pensar muito nelas, pois receio que só causem desgosto e apreensão. Mas para servir de estímulo motivacional, aí ficam dois clips, um com o trailer oficial do filme, e outro com uma apresentação do filme pelo seu realizador. Vá lá!

José e Pilar Trailer Oficial Portugal from JumpCut on Vimeo.



Miguel Gonçalves Mendes apresenta "José e Pilar" from Lux Fragil on Vimeo.