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the power
rosas
innersmile
O livro Just Kids, da autoria da Patti Smith, foi o vencedor, na categoria não-ficção, do National Book Award (link), um dos principais prémios literários norte-americanos e mundiais. Acho que é a primeira vez que é distinguido um livro que eu já tenha lido (link), por isso posso dizer que o prémio é merecidíssimo. Foi um dos livros que li este ano que mais me marcou, pelo se conteúdo, é claro, mas também pela janela que me abriu para um determinado modo de viver que eu idolatrava quando era adolescente, mas que apenas conhecia à distância: física, geográfica, mas também de vida, de estilos de vida, de experiência pessoal. Além disso o livro fez-me redescobrir a Patti Smith, e apaixonar-me por ela como acho que nunca tinha estado.

É sempre bom quando vemos livros de que gostámos muito serem objecto deste tipo de reconhecimento. De certa forma é como se o nosso gosto e o nosso critério fossem validados. Mas o prémio é igualmente interessante por distinguir alguém que sempre teve com a cultura popular uma relação de independência, para não dizer que era mesmo, pelo menos do ponto de vista do sistema, um pouco subversiva. Há muito que Patti Smith é um 'household name' da cultura mainstream, tal como Robert Mapplethorpe é um dos nomes mais valiosos no mercado da arte em geral, da fotografia em particular. Mas o apelo que transmitem continua a ser o da contra-corrente, o da margem, o da rebelião. De facto, este prémio sabe bem igualmente porque vem provar que é mesmo verdade: 'people have the power'.