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tamara drewe
rosas
innersmile
Tenho uma relação de confiança em relação aos filmes do Stephen Frears: mesmo quando não são obras-primas, e poucos dos seus filmes se aproximaram desse estatuto, mas dizia que mesmo quando não são excepcionais, são sempre filmes bem feitos, inteligentes, desenvoltos, e divertidos. Acho que o Frears herda, e sintetiza, uma série de qualidades que fazem a tradição do cinema inglês, nomeadamente a atenção social, o culto do realismo e a vocação popular. Por todas estas razões, procuro sempre não perder os seus filmes, e por isso, apesar de não conhecer a novela gráfica de que foi adaptada, lá fui ver o seu mais recente filme, Tamara Drewe.

Bem, eu tinha lido umas críticas demolidoras nomeadamente no Público, e outras um bocado estranhas, nomeadamente a do Guardian, e estava um bocado na retranca. Além de que convenci uma amiga a ir comigo, e estava preocupado com a hipótese do filme ser banhada, ou mesmo uma coisa desagradável (o crítico do Público falava em 'soft porn'). Mas o filme é uma comédia deliciosa, situada no ambiente peculiar que é o english countryside, num meio, o da classe média com vocação rural e o dos escritores em retiro inspiracional, que junta a sofistacação intelectual com uma certa propensão para o imoralismo, e uma forte tendência para o desatre sexual. Ou seja, uma bomba em forma de comédia de costumes, como se calcula.


Não ía ao cinema desde inícios de Agosto, desde o trauma que apanhei com o Airbender, do Shyamalan. Não foi o período em que estive mais tempo sem ir ao cinema, mas mesmo assim foi muito. Até porque desta vez, ao contrário de outros sabaticos, não foi por falta de vontade, era mesmo por míngua de oportunidades.
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