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caves e cuevas
rosas
innersmile
Já aqui escrevi sobre o Underground Museum, que o comendador Joe Berardo criou no site das caves Aliança, para alojar parte das suas colecções de arte. A visita, guiada, tem uma componente exclusivamente expositiva, tem outra onde as colecções se misturam com os depósitos da produção vinícula, nomeadamente com as garrafas de espumante, e uma outra onde apenas há caves, como é o caso dos depósitos das aguardentes. Centenas ou milhares de barris e pipas armazenadas num túnel comprido, à média-luz, com uma mesa enorme e candelabros pálidos, canto gregoriano em fundo para criar ambiente, o forte odor da aguardente a impregnar o ar. Ao fundo do corredor um espelho disfarçado cria a ilusão de óptica e prolonga a profundidade do túnel.

Voltei ao museu no passado fim de semana e, ao chegar à cave das aguardentes, lembrei-me da Cueva de Los Verdes, em Lanzarote, um tubo vulcânico que se formou há mais de três mil anos, aquando da erupção do vulcão La Corona. A Cueva serviu de refúgio contra os piratas, e hoje pode ser visitada numa extensão de seis quilómetros que entram pelo fundo do mar. Aliás, tomei consciência de que ao chegar à Cueva, com a sua escassa iluminação, o espelho de água a criar uma ilusão de óptica, e o canto gregoriano em música de fundo, me tinha lembrado de cave das aguardentes do Aliança Underground Museum. Acho que a partir de agora, quando tiver saudades de Lanzarote dou ali um saltinho a Sangalhos.