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an affair to remember
rosas
innersmile
Aproveitei a transmissão ontem à noite na RTP Memória, para rever, mais uma vez, An Affair to Remember, de Leo McCarey. Caramba, já não se fazem filmes assim, tão elegantes, tão bem filmados, tão rigorosos e criativos na utilização dos códigos e das linguagens. E com um cinemascope que é um deslumbre. Tratando-se de um filme romântico por excelência, começa com uma comédia e termina com um melodrama, e é, de certo modo, um filme de autor, ou pelo menos com uma forte do seu autor: McCarey é o autor da história, do argumento, das letras das canções, e além disso este filme de 1957 é um remake de um outro que o realizador tinha feito em 1939. O Cary Grant passeia o charme do costume, mas a Deborah Kerr está esplêndida, bonita, espirituosa e inteligente.

A história é clássica: Nicky e Terry conhecem-se a bordo de uma viagem transtlântica, quando ambos regressam à América para os respectivos noivos e casamentos. Apaixonam-se e, à chegada a Nova Iorque, combinam um encontro no 102º andar do Empire State Building depois de um período de seis meses para arrumarem as suas vidas pessoais de maneira a estarem disponíveis um para o outro. Mas o destino, é claro, prega as suas partidas eum deles não vai poder comparecer ao encontro marcado. Não me lembro se já o conhecia o filme antes, ou se apenas o descobri por causa do Sleepless in Seattle, a comédia da Nora Ephron, de 1993, com a Meg Ryan e o Tom Hanks, que usa o filme de McCarey como leitmotiv, nomeadamente a cena do encontro no topo do ESB. Mas seja como for, é um filme muito perto da perfeição, daqueles que vimos e revimos sem conta, apenas pelo prazer e pelo desfrute.
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