August 30th, 2010

rosas

nesbo, de oslo



Continuo a descobrir as delícias do policial nórdico. Agora, durante as férias, li dois livros do autor norueguês Jo Nesbo (falta um traço diagonal no último O, mas não sei como se faz): Vingança a Sangue-Frio e O Pássaro do Peito Vermelho. Gostei medianamente, mais do primeiro do que do segundo. Tramas bem urdidas, personagens bem desenhadas, mas não me deram a dose de compulsividade dos livros de Stig Larsson ou o do Lars Kepler. Acho que, nomeadamente por comparação com estes, falta à narrativa em tensão e suspense o que lhe sobra em organização e estrutura. São muito bem escritos (e bem traduzidos, o que é sempre de louvar) e é óbvio que Nesbo é capaz de construir romances densos e coerentes. Mas falta-lhes aquela capacidade de nos pôr no meio da acção, ao ponto de nos esquecermos de que estamos a ler um livro no meio de uma praia apinhada ou de uma esplanada cheia de gente, e que nos obriga a ler sempre mais uma página para tentar resolver a nossa própria ansiedade.

Como não fiquei apaixonado pelos livros, e para poupar espaço na mala (já que cada volume tem mais de 500 páginas), assinei-os, datei-os e fui pô-los na estante do hotel Occidental Teguise Playa, em Costa Teguise, Lanzarote, onde estive de férias. Se alguém lá for de férias pode aproveitar para os ler, ou ao menos para dar uma espreitadela à estante a ver se eles ainda lá estão. Gostei desta ideia de deixar os livros à disposição de quem vier a seguir, um pouco como no BookCrossing. Uma vez deixei um livro num avião das LAM que fez a ligação entre Nampula e Maputo, mas foi por puro esquecimento, por isso não conta. Mas acho que vou praticar mais vezes esta ideia de deixar os livros em locais públicos à disposição das outras pessoas. Pelo menos enquanto não arranjar mais estantes para arrumar os livros que se amontoam por tudo quanto é sítio cá em casa.