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a ilha
rosas
innersmile
Regressei hoje à tarde de uma semana de férias em Lanzarote, nas Ilhas Canárias. Adorei a ilha. Foram as melhores férias que eu tive nos últimos tempos, sobretudo porque andei sempre muito descontraído. Graças a insuperáveis ajudas de familiares, pude ir para férias livre de preocupações, e isso chegou para eu andar bem disposto e para gozar cada minutinho. Basicamente, os minutinhos foram de praia, de um sol implacável e de um mar fresco e límpido. Quase todo o tempo de praia era passado dentro de água, banhos que duravam mais de uma hora, às vezes mais de duas. Mas nos intervalos passeei pela ilha e apaixonei-me. Pela beleza, uma beleza inóspita, essencial, seca até ao osso, quente como o fogo mas leve e aérea como o vento. O negro da terra, do vulcão, o branco do homem e da sua casa. A intensidade absoluta de Timanfaya. A obra de Manrique, os móbiles segurando o vento, as bolhas vulcânicas abrindo a terra. Um dia destes ponho em ordem lembranças (não tomei notas) e fotografias e faço um texto sobre os passeios em Lanzarote. Não fui visitar a casa e a biblioteca de Saramago, achei que não precisava. Mas, agora que penso nisso, reparo que esteve em companhia todos os dias.