August 22nd, 2010

rosas

consolo na graça



«Assim que a bênção do silêncio caiu sobre mim, sentei-me e fiquei ali a balançar-me de trás para diante. Lembrei-me de um gaiato surdo e cego que uma vez vira na rua a balançar-se desta arte. Compreendia agora porque o fazia: o desamparo e a solidão podem tornar-se tão grandes, tão fora de quaisquer limites, que o nosso corpo pode ser levado a buscar consolo na graça do seu próprio movimento.»

- Richard Zimler, in O ÚLTIMO CABALISTA DE LISBOA


Vou estar uns dias fora, e, espero, longe de computadores. Volto já.