August 12th, 2010

rosas

pink list

Na edição do passado dia 1 de Agosto, o jornal inglês Independent on Sunday (o Independent é o meu jornal preferido) publicou a sua pink list, a lista anual das 101 personalidades LGBT mais influentes no Reino Unido (link) Entre as novidades, logo o número 1, ocupado em ex-aequo pelo Gareth Thomas, o jogador de râguebi do País de Gales, que saíu do armário em Dezembro do ano passado para se tornar um porta-voz das dificuldades que os atletas homossexuais sentem para sobreviver no mundo do desporto profissional (claro que se deus existisse, o GT não seria o único jogador britânico de râguebi gay!).

Segue-se, a seguir ao GT e à Mary Portas, que pelos vistos é uma TV personality, que eu não conhecia, uma lista que inclui escritores (o Stephen Fry é logo o primeiro a aparecer, em 3º, mas entre os dez primeiros está também a poeta Carol Ann Duffy), políticos (muitos), activistas (alguns, sendo Peter Tatchell, em 7º, o primeiro citado), jornalistas (o Johann Hari em 16º, de quem me lembro de ler artigos sobre a relação entre a homossexualidade e as organizações europeias de extrema-direita), homens de negócios (por exemplo o fundador do gaydar), juízes, gente do clero, e, claro, muitas pessoas do mundo da arte e do espectáculo, desde actores, músicos, apresentadores de TV até encenadores e coreógrafos (por exemplo o Michael Clark, uma estreia na lista, em 80º, e cujo trabalho eu me lembro de conhecer, nos anos 80, nomeadamente por aparecer ligado a certos nomes mais alternativos da cena pop inglesa, como o Leigh Bowery).

Para além desta, há ainda uma espécie de lista honorífica, com personalidades igualmente influenciáveis no Reino Unido, mas que nao são originariamente britânicos: o Colm Tóibín, autor de quem tenho falado em massa ultimamente aqui no innersmile, o Jake Shears, o Wolfgang Tillmans ou o Tom Ford, entre outros. De fora da lista deste ano ficaram pesos pesados da visibilidade gay no Reino Unido, como o escritor e actor Simon Callow, o actor Ian McKellen ou o Neil Tennant, dos Pet Shop Boys. Este contingente de personalidades que ficaram fora da lista dá bem a medida que tem, no Reino Unido, o relevo e a dimensão do número de pessoas chamadas do domínio público que assumem a sua homossexualidade e que utilizam o facto de serem conhecidas e de terem algum impacto junto da opinião pública, para advogarem a causa dos direitos LGBT, nomeadamente no combate à homofobia, à discriminação e à invisibilidade dos homossexuais.

Finalmente referir que a lista do IoS inclui igualmente um contingente de personalidades, como o Boy George, o Elton John ou o George Michael. que, de acordo com o critério do jornal, deram que falar, enquanto personalidades LGBT, pelas razões erradas.