July 28th, 2010

rosas

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Por estes dias em que o calor intenso parece tudo suspender, ao final da tarde, quando o sol está tão baixo que já não ilumina a superfície da terra, os aviões que cruzam o céu de um azul absoluto parecem distantes e luminosas aves metálicas, pairando, anunciadoras ou agoirentas, sobre a cidade alheada.
rosas

parara-ti-bum-bum-bum

Não sou propriamente um aficionado, mas assumo que há qualquer coisa na tourada que me seduz. Mas não me apetece neste momento elaborar sobre o assunto, nem isso vem para o caso, a propósito da decisão do parlamento catalão de proibir as touradas na Catalunha a partir, creio, de Janeiro de 2012. Como cantava a Carmen Miranda numa famosa marchinha de carnaval para aí dos anos 30, essa decisão cheira-me a "conversa mole, para boi dormir", e que tem muito mais a ver com política do que com protecção dos animais. De facto, a decisão parece-me muito mais uma provocação anti-espanhola do que outra coisa, não sendo inocente o apoio dos nacionalistas catalães à causa dos abolicionistas, ao querer acabar com a ‘fiesta’ mais tradicional de Espanha na região autonómica.

Mas, voltando à marchinha da Carmen Miranda, que, já agora, se chama 'Touradas em Madri', o que me preocupa mesmo, e a verdadeira razão desta entrada, é o que é que vai acontecer à "espanhola natural da Cataluuuuuuuunha, Que queria que eu tocasse castanholas e pegasse um touro à uuuuuuuuuuunha". Olé!