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inception+brooklyn's finest+moon
rosas
innersmile
Fim-de-semana muito cinéfilo. No Sábado fui ao Porto e, além duma francesinha e de uma panqueca com gelado, e da Time Out Porto (mensal), lucrei dois filmes. Adorei o Inception, do Chris Nolan, de regresso aos argumentos complicados e cheios de mind twisters. O que mais gostei no filme é a maneira como o argumento utiliza experiências oníricas que são comuns a todos nós (por exemplo, o facto de nunca morrermos nos sonhos, ou de acordarmos com a sensação de queda) como chaves que fazem funcionar a suspensão de incredulidade. De resto o argumento é, parece-me, o grande trunfo do filme; além de estar muito escrito, está sobretudo bem bolado, muito smart. Claro que os efeitos ajudam muito, não porque nos esmagam, como habitualmente acontece (mesmo em filmes do realizador), mas porque nos deslumbram.

O outro filme que vi foi Brooklyn’s Finest, um thriller realizado por Antoine Fuqua, com o Richard Gere, o Ethan Hawke e o Don Cheadle. Cada um deles encarna um personagem central de histórias de polícias, independentes umas das outras. É um filme competente, bem feito, com espessura dramática, e com aquele fundo moralista que é habitual neste tipo de filmes sobre polícias maus e polícias bons.

Um aspecto comum aos dois filmes é o facto de terem ambos naipes de secundários muito interessantes. Assim no filme de Nolan podemos matar saudades do Tom Berenger e do Michael Caine (ok, do Michael Caine nem por isso, ele está sempre a fazer filmes), do Lukas Haas e da Marion Cotillard, além da Ellen Page e do Cillian Murphy. No filme de Fuqua, as saudades são mais do coração, sobretudo por causa da Ellen Birkin.

Agora a notícia triste é que fecharam os cinemas da Medeia, no Shopping Cidade do Porto. Falência, pelos vistos. O panorama da exibição no Porto é desolador, e só se safa a programação mais ou menos eclética do UCI Arrábida, que, de resto, é em Gaia. Ainda fui ao Campo Alegre, a sala do teatro que continua a ser programada pela Medeia, tentar ver o Vencer, mas a primeira sessão do dia era apenas às 18 horas, o que, dado ter lá chegado por volta das três, não dava muito jeito.

Finalmente, fui vendo, ao longo do fim-de-semana, no computador, um filme de ficção científica, Moon, realizado por Duncan Jones que, acho eu, é filho do David Bowie (não que isso seja assim muito importante para o filme, mas sempre é bom saber). Gostei muito do filme, que tinha perdido quando passou pelas salas (não me lembro de ter passado por Coimbra). Gostei muito da simplicidade do dispositivo dramático do filme, dos efeitos especiais muito low fi (modelos, em vez de criação digital, como antigamente), ou melhor da concepção cénica dos cenários e dos interiores, muito bem concebidos e sempre postos ao serviço da narrativa. Também gostei que o filme esteja tão cheio, não direi de citações, mas de envios para clássicos da ficção científica, sendo a mais óbvia dessas referência o 2001 de Kubrik.
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