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down and out na síria e na jordânia 2/5
rosas
innersmile
No dia seguinte, Sábado (dia 3), fomos cedo para Palmyra, pela estrada que cruza o deserto em direcção à fronteira com o Iraque. Não admira que os cafés ao longo da estrada se chamem (quase) todos Café Bagdad. Palmyra começa por impressionar pelo palmeiral em si, um imenso oásis verde, mas são as ruínas romanas, mais do que o templo de Bel, que me deixaram fascinado. Um cardo maximus monumental, com uma colunata a perder de vista, da qual apenas percorremos um pequena parte, desde o arco monumental até ao imponente teatro. Depois do almoço falhei as visitas ao vale dos túmulos e ao forte árabe, porque começaram os meus problemas…













Domingo, dia 4, saímos em direcção a Aleppo, onde visitámos a cidadela, um ninho das águias de onde se avista toda a cidade, que é quase tão grande e tão antiga quanto Damasco (os locais dizem que é maior e mais antiga do que a capital). À tarde visitámos a mesquita, e depois andei a passear pelo souk, às compras. Comprei pistáchios, ao quilo. Aqui sim, o passeio foi recompensador, pois o souk estava no seu máximo, a fervilhar de gente e de negócios, de cores e cheiros. Apesar do caos aparente, o souk é muito organizado, com as zonas bem separadas, a dos frutos secos, a dos tecidos, a das especiarias, a dos sabonetes, a das pratas, e por aí fora. No fim das compras fui-me sentar no muro que rodeia a cidadela, basicamente a servir de entretenimento para os bandos de miúdos. Para além da sensação de confiança e segurança, as pessoas são amáveis e cordiais, têm sentido de humor, e uma curiosidade genuína em relação a nós que empata com a que sentimos em relação a eles.













Na manhã seguinte, dia 5, regressámos a Damasco, claro, pelo caminho mais longo. No caminho parámos para visitar o Crac dos Cavaleiros, um castelo medieval, europeu, que é uma vista absolutamente surpreendente, parece o cenário de um filme passado no tempo dos cruzados. Tem ainda a vantagem de o seu interior permanecer mais ou menos intacto desde o século XIII, mas é por fora, acho eu, que o castelo é mesmo impressionante. Almoçámos mesmo nas costas das muralhas, e, muito prosaicamente, comemos um frango assado, muito parecido com o que se come aqui, na churrasqueira do bairro. Já perto de Damasco, parámos em duas cidades, Maloula e Seydnaya, que têm a característica de serem conclaves cristãos num país onde 95% da população é muçulmana. No mosteiro de São Sérgio e São Baco ouvi dizer um padre nosso em aramaico e no de Santa Tecla era dia de festa, com procissão, bandas de música e peregrinos vindos de todo o mundo árabe.

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