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Os livros que li em 2009, agrupados por afinidades mais ou menos afectivas:

- José António Almeida, A Vida de Horácio
- José António Almeida, O Casamento Sempre Foi Gay e Nunca Triste

- Laurentino Gomes, 1808
- Maria Filomena Mónica, Passaporte
- Manuela Gonzaga, Maria Adelaide Coelho da Cunha: Doida Não e Não!
- Luís Amorim de Sousa, O Pico da Micaia
- António Alçada Baptista, Peregrinação Interior
- Leonor Xavier, Casas Contadas
- Manuel João Ramos, Traços de Viagem
- Alexandra Lucas Coelho, Caderno Afegão
- Isabela Figueiredo, Caderno de Memórias Coloniais
- Mónica Marques, Transa Atlântica

- Barack Obama, Dreams From My Father
- Susan Sontag, Reborn
- Andrew Wilson, Beautiful Shadow: A Life of Patrícia Highsmith
- Haruki Murakami, Underground

- Augusten Burroughs, A Wolf at The Table
- David Sedaris, Eu Falar Bonito Um Dia
- Paul Theroux, O Velho Expresso da Patagónia
- Paul Theroux, Ghost Train to The Eastern Star

- José Saramago, A Viagem do Elefante
- João Ubaldo Ribeiro, Viva o Povo Brasileiro
- Eça de Queirós, A Correspondência de Fradique Mendes
- José Eduardo Agualusa, Barroco Tropical
- José Eduardo Agualusa, Nação Crioula

- Eric Jourdan, Os Anjos Maus
- Álvaro Pombo, Contra-Natura

- P.G. Wodehouse, A Damsel in Distress

- Laurent Gaudé, Noite Dentro, Moçambique

- Stig Larsson, Os Homens Que Odeiam as Mulheres
- Stig Larsson, A Rapariga Que Sonhava Com Uma Lata de Gasolina e Um Fósforo
- Stig Larsson, A Rainha no Palácio das Correntes de Ar

- Arturo Peréz-Reverte, O Mestre de Esgrima
- Arturo Peréz-Reverte, A Pele do Tambor
- Arturo Peréz-Reverte, O Cemitério dos barcos Sem Nome
- Arturo Peréz-Reverte, A Rainha do Sul
- Arturo Peréz-Reverte, A Tábua de Flandres

Olho para esta lista de livros e acho que não houve nenhum que tenha sido verdadeiramente transformador, daqueles que incluímos numa lista dos livros mais importantes da nossa vida. E no entanto não houve muitos outros anos em que a leitura tenha desempenhado um papel tão importante na minha vida. Acho, verdadeiramente, que inaugurei uma fase em que a leitura é a minha forma de alienação, a minha principal fonte de diversão e entretenimento. Olho para esta lista e se não encontro livros que me tenham transformado, encontro muitos de que gostei bastante, que me divertiram muito, com os quais aprendi alguma coisa. Para além das leituras em massa do Stig Larsson e do Arturo Peréz-Reverte (houve uma altura em que achei que ia ficar para sempre viciado nos livros do A P-R, que nunca mais ia conseguir ler outra coisa), acho que os livros que mais me marcaram foram a biografia da Patricia Highsmith e o livro do Paul Theroux sobre a viagem na Ásia. Porque demorei a lê-los, e assim acompanharam-me durante muito tempo. Porque o livro de Andrew Wilson nos faz entrar dentro do espírito criador literário da PH, e dentro do seu carácter, e me ajudou a perceber melhor e a fascinar-me ainda mais por uma escritora que adoro. Quanto ao livro de Theroux foi um livro que me acompanhou durante tempos muito complicados, e nos quais foi, acho eu, a minha única fonte de prazer, e também porque me fez, ainda que de passagem, recordar lugares por onde passei, as aventuras que lá tive e quem me acompanhou nelas.