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Vi, como vem sendo habitual nos últimos anos, pouco cinema. Apesar de ver cada vez menos filmes em sala, ainda foi aí que vi a maior parte do cinema este ano. O computador tem servido sobretudo para ver filmes que não passam nas salas nacionais, nomeadamente, e sobretudo, cinema de temática homossexual.

Dos filmes que vi, os que mais perduram na minha memória, os que me deram mais prazer ver, digamos assim, foram estes:

- Caos Calmo, de Arturo Luigi Grimaldi, com o realizador Nani Moretti a fazer um papel à sua medida;
- Changeling, de Clint Eastwood, que não sendo do melhor que o realizador nos deu, tem pelo menos o mérito de arrancar uma representação fabulosa da Angelina Jolie;
- Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, que achei um filme divertidíssimo e elegante, e me fez matar saudades de Barcelona;
- Milk, de Gus Van Sant, que provavelmente qualifica como um dos melhores filmes do ano, tanto pela história como pela narrativa, e que deu ao Sean Penn o melhor desempenho masculino do ano;
- Slumdog Millionaire, de Danny Boyle, o vencedor dos óscares e das polémicas, e de que se calhar gostei tanto por ter adorado a banda sonora do A.R. Rahman;
- Doubt, de John Patrick Shanley, principalmente pelo duelo entre a Meryl Streep e o Philip Seymour Hoffman;
- The Reader, de Stephen Daltry, cujo maior mérito foi trazer para a ribalta o livro assombroso de Bernhard Schlink;
- Man on Wire, de James Marsh, um documentário sobre Phillipe Petit, o homem que em 1974 caminhou sobre um arame esticado entre as torres gémeas do WTC, e que é um filme perturbador sobretudo por aquilo que nunca menciona;
- The Wrestler, de Darren Aronofsky, porque raras vezes é tão pungente a maneira como um actor, Mickey Rourke, se entrega a um papel, e ainda pela raríssima oportunidade de ver no ecrã a Marisa Tomei;
- Gran Torino, de Clint Eastwood, aqui sim, o mestre no seu melhor, uma obra-prima;
- Chris & Don, A Love Story, de Tina Mascara e Guido Santi, um documentário comovente sobre as vidas e o amor do escritor Christopher Isherwood e de Don Bachardy;
- Were The World Mine, de Tom Gustafson, um filme irresistível, que junta Shakespeare e o musical numa história de um coming out gay;
- Serbis, de Brillante Mandoza, um filme cru mas comovente, cuja história gira em torno de uma sala de cinema decrépita que passa filmes pornográficos, e da família que a explora;
- Inglorious Basterds, de Quentin Tarantino, e que é Tarantino vintage, feito para um tipo se babar a olhar para o grande ecrã;
- Two Lovers, de James Gray, um filme intenso e pungente quase ao ponto do doloroso, e que nos trouxe, ao que se diz pela derradeira vez, esse fabuloso actor sombrio que é o Joaquin Phoenix;
- Los Abrazos Rotos, de Pedro Almodóvar, porque um Almodóvar mesmo menor é ainda assim um Almodóvar;
- Chéri, de Stephen Frears, porque não é todos os dias que temos a Michelle Pfeiffer, ainda para mais num papel que não deixa de ser uma reflexão sobre o papel que o cinema guarda para as actrizes de uma certa idade que foram um dia as estrelas do glamour;
- Arena, de João Salavisa, porque os filmes não se medem aos palmos, e não foram muitas as vezes que vimos em português um olhar tão saturado de erotismo;
- Taking Woodsotck, de Ang Lee, porque há sempre qualquer coisa de fascinente no olhar estrangeiro do Ang Lee, para mais desta vez que vem carregado de ironia e humor;
- District 9, de Neil Blomkamp, porque não podemos esquecer a imagem da gigantesca nave alienígena sobre a cidade de Joanesburgo, neste filme que é uma parábola sobre o racismo nas sociedades contemporâneas;
- The Brothers Bloom, de Rian Johnson, porque me fez lembrar um bocadinho os filmes do Wes Anderson;
- A Very British Sex Scandal, de Patrick Reams, um docu-drama que reconstitui a sequência de eventos que desencadearia a alteração das leis inglesas que consideravam a homossexualidade um crime;
- Julie & Júlia, de Nora Ephron, uma comédia gastronómica que nos traz a dupla de actrizes do filme Doubt, Meryl Streep e Amy Adams;
- Agora, de Alejandro Amenábar, porque a Rachel Weisz cria uma Hepátia que é a prova de que quando a lenda é melhor do que a realidade, filme-se a lenda;
- Avatar, de James Cameron, porque ainda não me passou o deslumbramento do 3D.

Para além destes, vi ainda ou revi os seguintes: Body of Lies, Revolutionary Road, Valkyrie, The Visitor, Benjamin Button, Rudo Y Cursi, Coco Avant Chanel, Bruno, Transsiberian, What Just Happened, It´s a Mad Mad Mad Mad World, A Funny Thing Happened On The Way To The Forum, The Informant.