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a rainha do sul
rosas
innersmile

Terminei hoje de manhã (a única coisa boa que sou capaz de me lembrar a propósito do tempo invernoso, são as manhãs passadas na cama a ler) a leitura de mais um livro de Arturo Pérez-Reverte, A Rainha do Sul. Mais um romance muito bem urdido, com os ingredientes habituais do autor: narrativa bem balanceada entre momentos de acção, cheios de peripécias, e outros mais contemplativos e, dígamos assim, psicológicos, personagens fortes e sedutoras, com um toque de mistério, uma atenção quase luxuriante aos detalhes, forte envolvência geográfica (os romances de AP-R são sempre histórias de um lugar, mais do histórias num lugar), referências culturais (o papel da música nestes romances é quase uma aventura em si para o leitor melómano).

O grande leit-motif de A Rainha do Sul, como o título anúncia, é a personagem de Teresa Mendoza, uma mexicana que foge a um assassinato certo no meio do narco-tráfico do seu país natal, e que se torna na patroa do tráfico no estreito de Gibraltar. É uma história do nosso tempo, que de certa forma nos vem mostrar as vidas que se escondem por detrás das notícias breves nos telejornais sobre o tráfico e os traficantes. Apesar de a personagem principal ser irresistivelmente sedutora e fascinante, não me parece que de forma alguma o livro dê charme, e desse modo branqueie, ao crime ligado ao tráfico de droga.

Entretanto, e aproveitando este final de tarde escuro e chuvoso, já comecei a ler mais um livro do espanhol. E vão cinco.
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