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É o terceiro livro de Arturo Pérez-Reverte que leio, de seguida. O Mestre de Esgrima cativou-me pela elegância da escrita, para o que ajudou, sem dúvida, a brilhante tradução de Pedro Tamen. A Pele do Tambor conquistou-me devagar, sobretudo pelas personagens muito marcadas, desenhadas quase como se estivéssemos a falar de banda desenhada, e nas quais se inclui a cidade onde o romance tem lugar, Sevilha.

Mas em O Cemitério de Barcos Sem Nome (o título é terrível, tão longe do fascínio do título original, La Carta Esférica) aconteceu-me uma coisa que não sucedia há muito tempo: apaixonar-me por uma personagem literária, e logo à primeira página. Amor à primeira leitura, digamos assim. A verdade é que já vou avançando no livro e contínuo apaixonadíssimo por Coy, o protagonista. É um amor quase físico, erótico, e chego a ter ciúmes de Tânger.

Há qualquer coisa nas histórias de mar e marinheiros que me toca num ponto fraco, e me deixa sempre num estado de melancolia, com saudades de uma vida que não vivi.
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