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un di' felice
rosas
innersmile
Caramba, já não ia a um espectáculo há tantos meses. Soube-me mesmo bem ir no Sábado à noite ver La Traviata pela companhia nacional de ópera da Moldávia. Já não é a primeira vez que vejo esta ópera de Verdi, nomeadamente por companhias dos países da antiga URSS. Não foi propriamente, acho eu, que do assunto percebo muito pouco, a melhor prestação operática que eu vi, mas o barítono Vladimir Dragos, no papel de pai de Alfredo, era fantástico, e a soprano Maria Tonina, na protagonista, ía crescendo e impondo-se à medida que a história se desenvolve.

Para além de já a ter visto ao vivo, La Traviata deve ser das óperas que melhor conheço e de que mais gosto. O que não admira, pois é das mais populares e conhecidas. Tenho-a em dvd e em cd, e ouço-a muitas vezes, nomeadamente o primeiro acto, que tem uma série de temas e árias lindíssimas. ‘Un di felice, eterea’ é das minhas favoritas (em competição com a Sempre Libera), e esta gravação do dueto por um Pavarotti ainda jovem e a Joan Sutherland é divinal (é o primeiro do clip, o segundo é do IV acto, o último da peça). Um aspecto curioso deste clip é que se ouve a voz do ponto a dar indicações, e se é verdade que isso por um lado pode ser um bocado irritante, também não deixa de ser interessante poder acompanhar esse aspecto mais técnico da construção do espectáculo e que, felizmente, passa sempre despercebido.



ALFREDO
Un di', felice, eterea,
Mi balenaste innante,
E da quel di' tremante
Vissi d'ignoto amor.
Di quell'amor ch'e' palpito
Dell'universo intero,
Misterioso, altero,
Croce e delizia al cor.

VIOLETTA
Ah, se cio' e' ver, fuggitemi
Solo amistade io v'offro:
Amar non so, ne' soffro
Un cosi' eroico amor.
Io sono franca, ingenua;
Altra cercar dovete;
Non arduo troverete
Dimenticarmi allor.