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inglorious basterds
rosas
innersmile
Ainda estou atarantado com o último filme do Tarantino. Pronto, já consegui fazer este trocadilho. Mas é verdade que estou mesmo um bocado atarantado: há muito tempo que não me divertia tanto a ver um filme, e há muito tempo que não gostava tanto de um filme do Tarantino (Reservoir Dogs? Pulp Fiction?)

O que é assombroso no Tarantino, e está inteirinho neste Inglorious Basterds, é o conhecimento que ele tem dos diversos alfabetos próprios das linguagens dos géneros, e a forma perfeita como vai declinando esses alfabetos, devolvendo-os ora em concentrações mais puras, ora em misturas delicadas e precisas. O resultado é um banho para quem gosta de cinema, particularmente nas suas variáveis mais dedicadas ao entretenimento popular. Só para falar no mais óbvio, é delicioso ver como Tarantino vai construindo um típico filme da II Guerra Mundial que na maior parte do tempo se suporta em referências aos canônes dos westerns, em especial do chamado western spaghetti.

A banda sonora é, como sempre, uma colecção de pérolas com elevado efeito narrativo, as personagens e os seus actores são, como sempre, irrepreensíveis, e os diálogos, ó deuses, parece que ainda são melhores do que sempre.

Tudo isto e, claro, o gozo de, ao menos no cinema, dar cabo dos nazis e do beast of berlin em pessoa.
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aġadīr, 09 / 4
rosas
innersmile
18.8.09

Em Marraquexe.
Ainda vi pouco da cidade, mas gostei muito do que vi.
Na parte nova da cidade, a habitual mistura de luxo e lixo. O casco velho é fabuloso. Visitámos dois monumentos, os túmulos sadidas e o palácio Bahia.

Saímos de Agadir às seis da manhã, vimos o sol nascer lá ao fundo, nas montanhas do Atlas. Quatro horas de caminho, a maior parte dele através de paisagens desoladas e desertas. Mas o vazio é apenas aparente. Há sempre uma figura alta e solitária a descer apressada um barranco pedregoso. Um grupo de mulheres sentadas á beira da estrada. Um rebanho e o seu acocorado pastor.

À tarde voltámos para o centro da cidade. Três horas à solta no souk e depois a praça Jemaa el Fna, em todo o seu babilónico esplendor. Um mar de gente, muitos turistas, muitas pessoas à procura do que lá não há, e muitos vendedores que lhes vendem o que não precisam. Muitos restaurantes, mercados de frutas e de artesanato. E o folclore dos encantadores de serpentes, dos amestradores de macacos, dos arrancadores de dentes. As contadoras de histórias, círculos cerrados de gente à sua volta. Infiltrei-me para ouvir, mesmo sem entender uma palavra. Também, suponho, não é isso o mais importante. A praça é, diz o lugar-comum, o coração palpitante da cidade. Subimos ao balcão de um dos cafés que rodeiam a praça, para admirar as vistas. Tirar fotografias ao panorama, como diz o Hassan.

Caminhámos depois até à mesquita da Koutoubia, atrás de cujo minarete o sol se punha.







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