?

Log in

No account? Create an account

ai o caraças
rosas
innersmile
Bom, estou com um mau-humor! Ontem, entre sair de casa para ir nadar, e sair da piscina para ir jantar com amigos, lerpei oitenta euros. E digo lerpar porque não consigo perceber bem o que lhes aconteceu. A hipótese mais absurda é que mos tenham roubado do cacifo no balneário da piscina, e é absurda porque para o fazer o ladrão tinha de sacar a chave enquanto eu estava a nadar, ir dentro do balneário, abrir o cacifo, abrir o fecho da mochila, tirar as notas da carteira, e deixar os cartões, o telemóvel e a chave do carro, e voltar a pôr a chave dentro dos chinelos no topo da piscina deixando o cacifo exactamente como estava quando o fechei. A hipótese mais provável é eu ter perdido o dinheiro, mas não consigo perceber como, porque guardei a carteira na mochila antes de sair de casa e só a tirei quando já estava pronto para sair da piscina e foi quando dei pela falta das notas. Oitenta euros é muito dinheiro, mas o que deixa atazanado é mesmo não fazer ideia do que aconteceu. Se eu tivesse consciência de ter perdido o dinheiro, pronto, estava lixado comigo mesmo mas toca a andar. Agora o que me deixa furioso é a possibilidade, ainda que me pareça absurda, de alguém me ter mexido nas coisas e palmado o dinheiro. Bem, que fúria apocalíptica.

O jantar foi excelente, com a melhor companhia possível. Mas depois vim para a casa e passei uma noite horrível. Acho que o meu espírito estava ensombrado por causa da cena dos euros, além de que estes últimos dias têm sido muito desassossegados. Dormi aos bocadinhos, sempre a acordar, e a ter sonhos estranhos. Às tantas devo ter adormecido e comecei a ouvir o barulho das patitas do gato no soalho, fiquei com atenção a ver se percebia o que se estava a passar e senti-o saltar para cima da cama, o peso a fazer pressão na roupa de cama, junto às minhas pernas. Dei um salto na cama, mas claro que estava a sonhar. Passado um bocado, ele votou, e ficou a olhar para mim da porta do quarto. Por volta das cinco, já estava a ficar farto de tanta cegada, acendi a luz e pus-me a ler (obrigado Salander, obrigado SuperBlomkvist), até às seis. Claro que quando o despertador tocou, às sete, estava a dormir profundamente. Quelle nuit, livra.

E com isto estou a ficar um bocado farto desta série de textos pessoais que tenho posto aqui nestes últimos dias. Cadê a vida lá fora?