August 3rd, 2009

rosas

cinemascope

Hoje de manhã quando o despertador tocou eu estava a ter um sonho fantástico. Não cheguei a perceber se era um sonho ou um pesadelo, mas estava a ser entusiasmante e eu fiquei mesmo contrariado com a interrupção. Quando eu tenho uma grande preocupação, como agora, os meus sonhos têm tendência a serem super-produções, com enredos complicadíssimos, muito coloridos, com centenas de figurantes (e eu juro que não vi o Cleopatra no Sábado à noite. Mas, claro, tenho o filme e farto-me de o ver). Enfim, uma coisa, como se dizia antigamente, em Cinemascope.

Naturalmente não me lembro de todos os detalhes, mas acho que estava a passar férias (sim, estou obcecado) num país qualquer (Inglaterra?, Escócia?, Índia) e a visitar um castelo ou um palácio. Sei que estava num pátio ou num claustro, amplo, quadrado e com arcadas (de madeira?) Às tantas aquilo ficou cheio de homens com traje militar oficial, de casaca vermelha, calças pretas e botas pretas de cano alto. Era um casamento. Indicaram-me um quarto, pequeno, numa esquina do pátio, para eu poder também vestir o meu uniforme. Segui a multidão em direcção ao lugar onde estava a decorrer o casamento, no piso superior do pátio, mas quando cheguei perto, já tinha terminado e as pessoas estavam já a sair. Os oficiais passeavam pelas arcadas do piso superior do pátio, e havia mesas espalhadas com bebidas, em copos de pé alto tipo flutes de champanhe, e criados vestidos de branco a servir em enormes bandeijas prateadas. Entretanto o pátio começou a esvaziar e percebi que os oficiais entravam nos seus aposentos para mudar de roupa. Eu também entrei para o meu quarto, mas saí logo a seguir para vir espreitar e o pátio já estava cheio de casais, todos vestidos de cinzento, as senhoras com enormes saias, muito rodadas, e os homens com fatos de flanela, com as calças muito largas. Percebi que era o traje a utilizar naquela ocasião, e lembro-me de pensar que não sabia se tinha uma roupa assim, mas achei que dentro do meu quarto devia haver, deviam arranjar roupa apropriada para todos os convidados. Voltei ao quarto e comecei a despir o uniforme. Comecei pelas botas pretas e descobri que dentro das botas tinha outro par de botas, mais grosseiras, de pele curtida castanha, cano curto e sola grossa.

Foi nesta altura que o estúpido do despertador tocou e eu acordei.