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de regresso
rosas
innersmile


Cheguei a casa ontem à noitinha, depois de 24 horas entre aeroportos, aviões e autocarros. Exausto e feliz. E, diga-se de passagem, nada pronto para regressar amanhã ao trabalho, sobretudo porque, com tantas horas sem dormir e as diferenças de fusos horários, não sei muito bem onde e a que horas tenho a cabeça. Mas enfim, antes por isto do que por outra coisa.

Claro que de regresso à minha vida, os problemas ressurgem, nomeadamente as preocupações com os meus pais. A minha mãe foi há pouco para o hospital. Felizmente tenho lá amigos, e posso estar aqui mais ou menos descansado à espera de notícias. O meu pai continua muito queixoso e cada vez mais frágil e senil.

A viagem à Guatemala correu muito bem, gostei muito do país e das pessoas (enfim, apesar do contacto ser sempre muito limitado). Eu sei que o que eu faço é mais turismo que viagem, mas cada um é para o que nasce e eu não tenho espírito aventureiro. Mas tento apreender e desfrutar ao máximo, e sobretudo tento encontrar sempre nos sítios que visito alguma coisa que me acrescente.
Tenho ali um caderninho com notas da viagem, que espero organizar e pôr aqui, juntamente com algumas fotos. Para já, e em ritmo de enumeração, algumas das coisas que mais gostei: o tremor de terra que senti em La Antigua Guatemala; o lago Atitlan e Santiago de Atitlan, com os seus três vulcões: São Pedro, Toliman e Atitlan; a procissão em Guatemala, 'la proce', como dizem os locais, abrindo bem o 'e' final; a selva de Petén e as torres das pirâmides a furarem acima do tecto das copas das árvores; os macacos roncadores e as árvores, dezenas de árvores lindíssimas; a semente de tawa que comprei, com duas iguanas esculpidas, que neste momento é o meu preferido de todos os objectos que possuo; a hora que passei sozinho a caminho da cratera do vulcão Pacaya, só com a poeira da lava, o barulho do vento, e as nuvens a tocarem-me as mãos.

Tenho estado a ler, e levei para férias, a biografia que Andrew Wilson escreveu sobre a Patricia Highsmith, Beautiful Shadow. Passagens do livro fizeram-me ter saudades do tempo em que escrevia diários que só eu lia, e onde por isso podia ser mais íntimo e cru e introspectivo. Faz-me falta um diário confessional, mas não tenho tempo nem paciência para escrever dois diários, um público, como este, e outro mais pessoal (e intransmissível)