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paz na república
rosas
innersmile
"Nos noticiários e nos jornais na sexta-feira (10), ao fim da tarde, os primeiros-ministros irlandês e inglês anunciaram o acordo de paz para a Irlanda do Norte que, se as coisas correrem como previsto, e se as partes envolvidas se portarem bem, não só põe fim ao conflito, como abre as portas para a resolução da questão, devolvendo aos irlandeses do norte a possibilidade de decidirem o seu futuro. Se deus existe (ele que esteve no centro desta guerra), a paz chegou à Irlanda. E se eu puder meter uma cunha, faço votos para o que o Ulster se integre plenamente na República."

Escrevi isto no dia 12 de Abril de 1998, em Eau Claire, Wisconsin. Na altura eu era apaixonado pela Irlanda, onde tinha ido de férias pela primeira vez em Julho de 1995, e onde haveria de regressar nesse mesmo ano de 1998, em Outubro, para mais uma semana de passeio por Dublin e pelo countryside, que, na minha opinião, é a parte mais bonita da Irlanda e onde ‘the irish experience’ é mais intensa e genuína.

Relendo o que escrevi há perto de onze anos, o Ulster não se integrou na República, mas a paz durou dez anos na Irlanda do Norte. Infelizmente, por estes dias a violência regressou ao Ulster. Tenho andado tão desconcentrado da vida lá fora, que ainda não percebi bem a natureza deste regresso da violência. Mas devo dizer que pessoalmente foi uma notícia tristíssima. Apesar de não ir à Irlanda há tantos anos (eu que tinha prometido a mim próprio lá voltar sempre que tivesse oportunidade), tenho sempre muitas saudades e continuo a amar o país, a paisagem, o povo e a cultura. Se a felicidade é feita de momentos, de emoções, de clarões, então uma das minhas definições de felicidade é conduzir de carro (pela esquerda) pelas estradas apertadas e sinuosas da costa oriental da Irlanda, entre um mar revolto e intimidante e as encostas suaves e luxuriantes de verde de Connemara ou da península de Kerry.
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