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and we all have our daddy's eyes
rosas
innersmile
Há já alguns dias engripado e febril. Esta madrugada, acordei por volta das quatro, depois de um sono inquieto por causa da febre. Levantei-me para ir tomar um anti-pirético. Pouco depois, não sei a que horas, tornei a acordar encharcado em suor. Mudei de roupa e tornei a adormecer. Acordei perto das onze da manhã, ainda húmido de ter suado tanto, mas com a cabeça fresca e leve. Acordei directamente de um sonho, julgo que vindo dos anos oitenta: uma manhã de sol, a esquina no bairro, lá em cima, ao pé da antiga papelaria Sabiá, um saco de jornais, e esta música a tocar em loop.

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benjamin button
rosas
innersmile
Passei a semana com muita sinusite, febril e a chocar uma infecção. Isso, por um lado. Por outro, horas intermináveis no trabalho, desde as oito da manhã até sempre depois das sete da tarde. Para além da falta de tempo, falta igualmente de disposição para escrever aqui, ou sequer pensar em escrever.

As noites, passeia-as a ver, finalmente, o filme The Curious Case of Benjamin Button, de um realizador interessante, o David Fincher, e que valeu ao Brad Pitt uma nomeação para o Oscar de melhor actor. É um filme irresistível, uma fábula enternecedora acerca do amor e do tempo, que, como se sabe, são os únicos temas verdadeiramente interessantes.

Mas na minha opinião o filme sofre de um pecado absolutamente capital e que compromete a sua eficácia: nunca, ao longo das cerca de três horas de duração, conseguimos acreditar em Benjamin e em Daisy, mas sobretudo no primeiro, como verdadeiras personagens, como verdadeiros protagonistas de um caso tão peculiar. São, afinal, como as personagens das fábulas: se tirarmos aquela raposa e pusermos outra, de mudarmos um capuchinho vermelho por outro, tudo se mantém inalterado, porque são apenas símbolos, e não verdadeiros personagens ficcionais. Nunca o extraordinário destino de Benjamin nos comove, e isso é fatal numa narrativa que gira toda em torno desse destino.
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